Homem acusado de matar noiva na frente dos filhos será julgado nesta quinta-feira em MT

O Tribunal do Júri de Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, julga nesta quinta-feira (18) o caso de feminicídio que chocou a cidade em 2024. Wendel dos Santos, 38 anos, acusado de assassinar a noiva Lediane Ferro, 43 anos, a facadas, responderá perante os jurados pelo crime cometido dentro da casa da vítima, na frente do filho dela e da própria filha do réu.

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Homem que matou a noiva a facadas será julgado por feminicídio em MT. (Foto: reprodução)

A sessão será conduzida pelo juiz João Zibordi Lara e ocorrerá no Fórum de Peixoto de Azevedo. Jornalistas previamente credenciados poderão acompanhar os trabalhos presencialmente, mas o registro de imagens dos jurados está proibido.

A transmissão oficial será realizada exclusivamente pela Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que também disponibilizará fotos, vídeos e reportagens em seus canais oficiais. O objetivo é garantir transparência e acesso da imprensa estadual e nacional.

O crime

Lediane foi morta no dia 15 de abril de 2024, enquanto servia comida na cozinha de casa. Durante uma discussão, ela foi atacada com diversos golpes de faca pelo noivo. O filho da vítima e a filha do acusado presenciaram a cena e conseguiram fugir para pedir ajuda.

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Investigações apontaram que Lediane já sofria violência doméstica. Duas semanas antes do crime, câmeras de segurança registraram o réu aplicando um golpe de “mata-leão” na vítima, que chegou a desmaiar. No dia do assassinato, a mulher teria pedido à enteada que convencesse o pai a sair de casa, mas ele se recusou e, em seguida, cometeu o crime.

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Após o homicídio, o acusado ficou foragido por quatro dias, até ser preso preventivamente. Desde então, ele permanece detido.

Andamento do processo

O caso foi distribuído à 2ª Vara de Peixoto de Azevedo em 25 de abril de 2024, e a denúncia foi recebida em 6 de maio do mesmo ano. O Ministério Público denunciou Wendel por feminicídio qualificado por motivo torpe e por dificultar a defesa da vítima.

A defesa tentou afastar a qualificadora de motivo torpe, alegando que o inconformismo com o término do relacionamento não se enquadraria nessa categoria. Em novembro, o juiz decretou a pronúncia do acusado, decisão mantida em segunda instância.

Durante a instrução processual, a prisão preventiva foi mantida em todas as fases, considerada necessária para a garantia da ordem pública diante da brutalidade do crime e da frieza do réu, que atacou a vítima na frente das crianças.

Prazos cumpridos

O julgamento do caso cumpre a meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê a análise de crimes de feminicídio em até dois anos. Entre a distribuição do processo e a realização do júri, passaram-se apenas 1 ano e 5 meses.

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