Humberto Costa assume como presidente interino do PT até julho no lugar de Gleisi Hoffmann

O senador Humberto Costa assumiu nesta sexta-feira, 7, a presidência do PT como interino no lugar de Gleisi Hoffmann, que tomará posse como ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais no próximo dia 10, como adiantou o Estadão. Gleisi comandava o partido desde julho de 2017.

Humberto convocará o Diretório Nacional em até 60 dias para que essa instância decida se ele permanece no cargo até julho ou se outro integrante da cúpula partidária quer conduzir o PT nesse período.

Caso haja mais de um candidato, ocorrerá uma disputa para o mandato-tampão porque no dia 6 de julho o PT promoverá eleições diretas, com voto dos filiados, para renovar sua direção. O ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva é o favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o PT a partir de julho, mas a candidatura dele tem enfrentado resistências em seu próprio grupo político.



Humberto Costa, senador
Humberto Costa, senador

Foto: Andre Dusek/Estadão / Estadão

A Executiva Nacional do PT está reunida nesta sexta-feira, em Brasília, mas a decisão de convocar Humberto para assumir como presidente interino não passou por votação.

Apenas a tendência Articulação de Esquerda, representada no encontro pela deputada federal Natália Bonavides (RN), abriu divergência, sob o argumento de que, como o PT tem cinco vice-presidentes – Humberto é um deles -, a prerrogativa de escolher o sucessor de Gleisi deveria caber, desde já, ao Diretório Nacional.

De qualquer forma, não houve votação na Executiva. A decisão de convocar Humberto para assumir o PT como presidente interino foi tomada na noite desta quinta-feira, 6, em reunião da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), que é majoritária no partido. A CNB é a tendência de Lula, Gleisi, Humberto e do ministro da Fazenda, Fernando Hadddad.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também é um dos vice-presidentes do partido e chegou a ter o nome citado para a vaga de Gleisi, mas a corrente CNB optou por Humberto. Ao que tudo indica, Guimarães permanecerá como líder do governo na Câmara.

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