Ações da Marfrig e BRF caem no último dia de negociações na B3 antes da fusão

As ações da Marfrig e da BRF operam entre as principais quedas do pregão na B3 nesta segunda-feira (22/9), último dia em que são negociadas como companhias distintas. A partir de amanhã (23/9) começa a operação da MBRF na bolsa, nova empresa combinada após a fusão entre as duas gigantes do setor de frigoríficos.

Às 16h02, os papéis da BRF recuavam 4,53%, enquanto as ações da Marfrig baixavam 3,97%. Trata-se da terceira sessão consecutiva de perdas para as empresas, mas que já era esperada pelo mercado.

“Marfrig está voltando para o patamar de preço da data de anúncio do deal (acordo para a fusão), e BRF cai mais, uma vez que tem desconto implícito na relação de troca de R$ 0,85”, disse Igor Guedes, analista da Genial Investimentos.

A relação de troca de ações da BRF pela MBRF foi estabelecida em R$ 0,8521 nos termos da incorporação proposta por sua controladora Marfrig.

Apesar destas particularidades, o pregão desta segunda-feira é negativo para a maioria das companhias negociadas na B3. “Vejo que quase todos os setores estão em queda. Com a alta na curva de juros, as empresas acabam recuando, o pagamento de dívida vai ficando mais pesado”, pontuou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Para amanhã, com a estreia da MBRF na bolsa, a perspectiva ainda é de instabilidade.

“Esperamos maior volatilidade e ajustes entre preço e valor esperado até que o mercado reprecifique a nova estrutura e as sinergias sejam mais claras”, afirmou Régis Chinchila, analista de research da Terra Investimentos.

A expectativa já citada pelo empresário Marcos Molina, dono da MBRF, é que a nova companhia combinada consiga capturar cerca de R$ 800 milhões em sinergias por ano, grande parte vindas de ganhos logísticos, comerciais e simplificação na cadeia de suprimentos.

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