Mauro reafirma que não protegerá policiais investigados por assassinato de advogado: ‘doa a quem doer’

O governador Mauro Mendes (União) afirmou que não haverá proteção a policiais militares alvos da Operação Office Crimes – A Outra Face, caso seja comprovado o envolvimento deles no assassinato do advogado Renato Gomes Nery.

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Mendes destacou que o Estado não tolera irregularidades e relembrou que já exonerou membros do primeiro escalão em situações semelhantes.
“O fato é, a Polícia Civil investigou, descobriu possível envolvimento de alguns policiais. O nível desse envolvimento ainda precisa ser melhor detalhado. O governo nunca interfere nisso, e a Polícia Civil fez a operação e determinou os atos que são de conhecimento público”, disse.
“O governo jamais vai proteger qualquer servidor público, seja ele da segurança pública ou de qualquer outra área, que cometer qualquer tipo de crime. Já demonstramos isso quando fizemos demissões, inclusive no primeiro escalão do governo. Então, se for descoberta alguma irregularidade, doa a quem doer, vai pagar pelos erros que cometeu”, completou.
A operação cumpriu seis mandados de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento no crime, incluindo cinco policiais militares e um caseiro, apontado como o executor.
Sobre a arma apreendida na ação policial que teria sido usada em confronto com criminosos, o governador afirmou que a informação será investigada e garantiu que qualquer erro será apurado administrativamente e judicialmente.
O caso
O advogado Renato Nery, de 72 anos, foi morto a tiros no dia 5 de julho do ano passado, em frente ao seu escritório, em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido e passou por uma cirurgia em um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

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