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Preso desde então, ele ajuizou habeas corpus no Tribunal contra decisão proferida na semana passada pelo primeiro piso, que manteve a prisão preventiva.
No requerimento, Serenini argumenta que a detenção é ilegal, baseada em denúncias anônimas, e não há provas concretas que liguem Roberto, que era Secretário de Saúde, aos 52kg de cocaína encontrados em um ônibus da Secretaria.
A defesa contesta a cadeia de custódia e a falta de fundamentação da prisão, pedindo a concessão da liminar de soltura.
Examinando o caso, contudo, o desembargador Giraldelli negou o pedido de tutela de urgência, afirmando que, em cognição sumária, não identificou ilegalidade manifesta e que a complexidade do caso exige uma análise mais acurada e as informações da autoridade coatora antes do julgamento pelo órgão colegiado.
Nas redes sociais, o prefeito da cidade Jadilson Souza (União) anunciou a exoneração de Serenini do cargo de secretário de saúde, e nomeou o vice-prefeito Geraldo Elias (PR) como novo titular da pasta. Jadilson afirmou ainda que a gestão municipal “não compactua com esse tipo de ação” e que fará o possível para que os culpados sejam responsabilizados.
A investigação teve início no dia 18 de agosto, quando equipes do Gefron abordaram o micro-ônibus da Secretaria de Saúde na altura do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, após denúncias anônimas. O veículo, que transportava pacientes para tratamento médico em Cuiabá, carregava a droga escondida em caixas de supermercado no bagageiro.
Na ocasião, o motorista e os passageiros foram encaminhados para a Central de Flagrantes, prestaram depoimento e foram liberados.
Com o avanço das investigações, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (Denarc) descobriu que Roberto entrou em contato telefônico com o motorista na noite anterior e momentos antes da viagem. Além disso, teria ordenado a troca do veículo que seria utilizado no transporte dos pacientes e foi visto na Unidade Básica de Saúde horas antes da partida.

Vereador bolsonarista flagrado com 52kg de cocaína em ônibus público é mantido preso
O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça (TJMT), manteve a prisão preventiva do vereador Roberto Serenini (PL), bolsonarista detido no dia 4 de setembro em Cuiabá, acusado de envolvimento com tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, o liberal teria traficado 52 quilos de cocaína dentro de um ônibus público da Prefeitura de Curvelândia, onde ele foi eleito parlamentar.
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