Justiça absolve acusado de matar garota de programa após DNA ligar caso à UFMT

A juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira, inocentou Julho César Correa da Silva, conhecido como “Peda” ou “Boquinha”, pelo homicídio de Marinalva Soares da Silva, ocorrido em dezembro de 2020, o bairro Parque Ohara, em Cuiabá.

Um exame de DNA comprovou que Julho não cometeu o crime. No entanto, o material genético é idêntico ao Reyvan da Silva Carvalho, preso suspeito de matar Solange Aparecida Sobrinho, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em julho deste ano.

Palácio da Justiça Desembargador Ernani Vieira de Souza. (Foto: Lucas Ninno/GCOM)
Justiça inocenta réu por morte de garota de programa no parque Ohara em Cuiabá, após exame DNA
(Foto: Lucas Ninno/GCOM)

Entenda o caso

Julho César foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), sob a acusação de ter matado Marinalva Soares por motivo fútil. O corpo da vítima foi encontrado no dia 27 de dezembro, em um terreno baldio do Parque Ohara.

Em 15 de junho de 2021, Julho teve a prisão temporária decretada e no dia seguinte convertida para preventiva. Ele chegou a ser condenado pela primeira vez por homicídio qualificado. A defesa do então condenado, recorreu da decisão que foi parcialmente acolhida pela justiça.

Uma nova sentença foi publicada e na nova ação, ele foi condenado por feminicídio. A defesa novamente recorreu da decisão, mas o recurso foi negado.O acusado teve sua prisão revogada em 12 de janeiro de 2024 e foi solto no dia seguinte, 13 de janeiro de 2024. A decisão final do tribunal se tornou definitiva em 20 de fevereiro de 2025.

Nessa terça-feira (23), Julho foi submetido ao Tribunal do Júri, ocasião em que foi inocentado da acusação sobre a morte de Marinalva.

“Assim, atenta à soberana decisão do Conselho de Sentença, a qual estou vinculada, absolvou o acusado Julho César Correa Da Silva, qualificado nos autos, o que faço com fundamento no artigo 386, inciso IV, do Código de Processo Penal”, disse a juíza ao inocentar o então réu.

Morte de mulher na UFMT

Após a localização do corpo de Solange Aparecida Sobrinho dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a polícia iniciou as investigações e prendeu o suspeito Reyvan da Silva Carvalho no dia 29 de agosto. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) comprovou, por meio de exames, que Reyvan matou Solange.

Os peritos, então, fizeram a comparação do material genético Reyvan com os vestígios encontrados no corpo de Marinalva, e o resultado foi positivo, colocando-o na cena do crime, como principal suspeito também pela morte da garota de programa.

Reyvan da Silva Carvalho é indiciado por feminicídio e crimes sexuais na capital. (Foto: Bárbara Siviero/TVCA
Reyvan da Silva Carvalho é indiciado por feminicídio e crimes sexuais na capital.
(Foto: Bárbara Siviero/TVCA)

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