Piloto tentou pousar duas vezes antes de queda que matou 4 no Pantanal

Os destroços do avião que caiu na região do Pantanal, em Aquidauana, serão periciados pela equipe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que encaminhou técnicos à região nesta quinta-feira (25). O monomotor caiu na terça-feira (23) matando quatro pessoas, entre elas, um dos maiores arquitetos do mundo.

aviao queda pantanal
Avião caiu na região do Pantanal, em Aquidauana | (Divulgação)

De acordo com a Polícia Civil, o avião caiu pouco depois das 19h, após tentativas de pouso na fazenda Barra Mansa. Trabalhadores locais relataram que a aeronave sobrevoou a região e tentou pousar duas vezes antes de cair. 

Mais cedo, havia informações de que animais teriam atrapalhado a manobra, mas essa hipótese já foi descartada pelos investigadores.

Investigações

Equipes do Cenipa chegam nesta quinta-feira à região para dar início à perícia que deve apurar as causas da queda. O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado.

Uma das linhas de investigação é a possibilidade de falha mecânica, já que a aeronave só tinha autorização para voar durante o dia e caiu após o pôr do sol, o que pode configurar irregularidade.

“As testemunhas contribuíram bastante, detalhando em que condições se deu o voo. Foi um dia inteiro com pequenos pousos e decolagens na região pantaneira. Duas testemunhas estavam em terra e descreveram toda a dinâmica. Uma delas presenciou a primeira tentativa de pouso da aeronave; depois, não a localizaram mais e só viram a fumaça. Tudo isso é importante. Precisamos verificar as condições, os horários e a performance utilizada para compreender a causa”, disse a delegada Ana Cláudia Medina.

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Identificação das vítimas

Vítimas do avião que caiu no pantanal
Vítimas de queda de avião no Pantanal | (reprodução)

Os corpos foram levados para o IML de Aquidauana, onde passam por exames de DNA para identificação oficial. O filho do piloto já forneceu material genético para cruzamento com o do pai. Familiares dos cineastas também devem chegar a Campo Grande para a coleta.

No caso do arquiteto chinês, a perícia aguarda a chegada de parentes, conforme tradição cultural que prevê a presença de familiares durante o processo. O consulado da China no Brasil acompanha o caso e dá suporte à família.

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