Mulheres agridem assistente social após ter beneficio suspenso em Cuiabá

Uma assistente social de 45 anos, de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Cuiabá foi agredida por duas mulheres de 26 e 28 anos, na manhã dessa quarta-feira (24). A agressão teria sido motivada após a profissional comunicar a uma das suspeitas que o benefício dela estava suspenso por falha no cadastro.

O caso foi registrado na unidade do bairro Praeiro. As mulheres foram presas e a vítima passou por exame de corpo e delito.

Agressão a assistente social ocorreu no CRAS do bairro Praeiro, em Cuiabá.
Agressão a assistente social ocorreu no CRAS do bairro Praeiro, em Cuiabá. (Foto: reprodução)

Segundo o boletim de ocorrências da Polícia Militar, as suspeitas chegaram no local exaltadas e agressivas, e começaram a desacatar a vítima com palavras de baixo calão.

Momento em que a vítima pegou o telefone para gravar a situação, mas teve o aparelho tomado por uma delas. Uma testemunha que estava no local interveio e pegou o celular de volta.

O registro consta ainda que as suspeitas fizeram ameaças de morte contra a assistente social dizendo que iriam matá-la, pois eram faccionadas. Ela ainda afirmou que voltaria ao local, com outros membros da facção criminosa, para “acertar as contas”.

A vítima contou à polícia que foi agredida com um tapa no peito e um puxão de cabelo, e as agressões só cessaram porque as pessoas que estavam no local intervieram.

As suspeitas foram encontradas próximas da unidade do CRAS e foram detidas. Elas foram encaminhadas para a Central de Flagrantes para providências cabíveis.

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá esclareceu que o episódio aconteceu após a agressora ser comunicada sobre a suspensão temporária do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) por falta de atualização do Cadastro Único e não aceitar as explicações técnicas da servidora.

Nota de Esclarecimento

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, esclarece que uma servidora sofreu agressões físicas e psicológicas durante atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Praeirinho, na quarta-feira (24).

O episódio iniciou-se após a agressora ser comunicada da suspensão temporária do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) por falta de atualização do Cadastro Único e não aceitar as explicações técnicas da servidora. A situação foi contida por pessoas presentes no local e a Polícia Militar foi acionada imediatamente.

Um boletim de ocorrência foi registrado, assim como exame de corpo de delito e medidas legais. A servidora recebeu acolhimento integral, companhamento da gestão e suporte necessário para garantir sua segurança e bem-estar. Paralelamente, a Secretaria prestou os devidos esclarecimentos à agressora, assegurando os serviços competentes da pasta.

A gestão municipal lamenta profundamente o fato e repudia veementemente qualquer tipo de agressão contra servidores públicos em pleno exercício de suas funções. O caso será rigorosamente apurado, reforçando que atentar contra trabalhadores em serviço é crime previsto em lei. Como medida preventiva, está sendo intensificado o registro e encaminhamento de denúncias, reforço da segurança nas unidades de atendimento, monitoramento e ampliação das parcerias junto à Polícia Militar.

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