Ministra rebate ofensa de Bolsonaro a mulheres: 'Logo será insignificante'

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves (PT), rebateu Jair Bolsonaro (PL) após o ex-presidente afirmar que mulheres petistas são “incomíveis”. Ela afirmou que ele está inelegível e “logo será insignificante”.

O que aconteceu

Ministra diz que Bolsonaro “volta a atacar mulheres com sua prática misógina”. Segundo ela, a fala do ex-presidente “não é só ofensiva”, mas “uma tentativa de desumanizar e silenciar mulheres pelo simples fato de pensarem diferente dele”.

“Não nos calaremos. “Seguimos na luta por respeito e igualdade”, afirmou Cida.Para quem se dizia imbrochável, hoje está inelegível e investigado. Logo logo, será insignificante.”

Vídeo com fala de Bolsonaro foi divulgado ontem (6) por seu filho Jair Renan (PL). Na gravação, feita durante o Carnaval em Angra dos Reis, o ex-presidente diz que mulheres petistas são “feias” e costumam xingá-lo em aeroportos.

O episódio vem à tona na véspera do Dia Internacional da Mulher. Comemorada em 8 de março, a data é usada mundialmente para ações de conscientização em relação à igualdade de gênero e a outros direitos das mulheres.

Ex-presidente tem histórico de declarações machistas

Bolsonaro foi condenado por dizer que a deputada Maria do Rosário (PT) “não merece ser estuprada porque é muito feia“. Ele também já afirmou que a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha, queria “dar um furo a qualquer preço“. Nos dois casos, a Justiça determinou o pagamento de indenizações às vítimas.

Em 2022, pesquisas apontavam que as eleitoras preferiam Lula. Divulgado às vésperas do 2º turno, um levantamento do Datafolha indicava que o petista tinha 52% das intenções de voto entre as mulheres à época — enquanto o ex-presidente registrava 41% da preferência do grupo.

Bolsonaro está inelegível desde junho de 2023. Naquela ocasião, uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou que o ex-presidente não pode participar de disputas até 2030 por conta de uma reunião com embaixadores em julho de 2022 — quando ele disputava a reeleição à Presidência da República. O entendimento foi de que o encontro violou a regra eleitoral.

Ex-presidente também foi alvo de denúncia da PGR. No último dia 18, Bolsonaro e outras 33 pessoas foram acusados de envolvimento numa tentativa de golpe de Estado após a derrota para o atual presidente Lula (PT) nas eleições de 2022. O caso deve ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

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