Em nove meses, 60 drones de alta tecnologia foram interceptados enquanto tentavam entregar celulares, carregadores e até cigarros para dentro das unidades prisionais em Mato Grosso. As apreensões revelam que os drones se tornaram uma das principais apostas do crime organizado para driblar os muros das penitenciárias no Estado.
A maior parte dos casos aconteceu na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, onde 40 aparelhos foram abatidos pelas equipes da Polícia Penal.

O drone apreendido chama atenção pelo porte e pela capacidade. Projetado para voar alto e carregar peso, é adaptado com fios compridos usados para lançar celulares e outros objetos proibidos dentro dos presídios.
Um dos casos mais recentes aconteceu na última sexta-feira (26), quando um drone sobrevoava a penitenciária de Rondonópolis puxando uma linha de mais de 300 metros, usada para carregar celulares e outros objetos até dentro do presídio.

Entre os objetos recolhidos estavam dois celulares, fones de ouvido, carregador, bateria extra e até uma carteira de cigarro. Tudo seria levado para dentro do presídio com a ajuda do drone.
Ao perceber a movimentação do aparelho no céu, os policiais penais agiram rápido e conseguiram derrubar o aparelho antes que a carga chegasse aos detentos.