Fachin toma posse como presidente do STF; saiba quem indicou o ministro para o tribunal

O ministro Edson Fachin, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), assume a presidência da Corte nesta segunda-feira, 29. Fachin substituirá Luís Roberto Barroso no comando do tribunal.

A presidência do STF é rotativa, com mandato de dois anos, e é escolhida pelos membros da Corte. Por tradição, é adotado o critério da antiguidade, elegendo-se o ministro com mais tempo de Supremo que ainda não tenha exercido a função.

A escolha de Fachin como presidente do STF foi formalizada em 13 de agosto. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes foi eleito vice-presidente.

Luiz Edson Fachin, de 67 anos, nasceu em Rondinha, no interior do Rio Grande do Sul, e se mudou ainda criança para o Paraná, onde se formou em Direito e atuou como professor e advogado.

Enquanto jurista, especializou-se em Direito Civil e de Família e se notabilizou por ser politicamente ligado à esquerda, ao PT e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em 2010, Fachin registrou seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Com a vitória da petista, passou a ser cogitado para uma das nomeações da presidente ao STF. Dilma só indicou Fachin à Corte em seu segundo mandato, em 2015, em meio a uma crise no governo federal.

A turbulência política fez com que a indicação de Fachin fosse aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado pela menor margem de votos desde a redemocratização até aquele momento: 52 votos a favor e 27 contra. O recorde negativo da indicação de Fachin foi quebrado, depois, por André Mendonça (47 votos a favor, 32 contra) e Flávio Dino (47 a favor, 31 contra).

Fachin foi empossado no STF em junho de 2015. Em 2017, após a morte de Teori Zavascki, passou a relatar os processos da Operação Lava Jato na Corte. É de Fachin a decisão que declarou a 13ª Vara Federal de Curitiba como incompetente para julgar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos processos envolvendo o triplex no Guarujá, o sítio em Atibaia e o Instituto Lula. O despacho anulou as condenações envolvendo o triplex e o sítio e reabilitou Lula para se candidatar nas eleições de 2022.

Fachin declarou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar os processos contra Lula e determinou o envio das ações para a Justiça do Distrito Federal, autorizando a avaliação sobre o aproveitamento de atos processuais anteriores, desde que não houvesse nulidades.

O ministro votou contra a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, mas foi voto vencido na Segunda Turma do STF, que declarou Moro parcial nos julgamentos. As decisões resultaram na anulação das condenações e na reabertura dos processos em instâncias inferiores, com possibilidade de prescrição.

A aposentadoria compulsória de Fachin está datada para fevereiro de 2033, quando completará 75 anos.

A escolha dos ministros do STF pelo presidente da República é uma prerrogativa prevista na Constituição de 1988. Dentre os magistrados da atual composição, quatro foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas três vezes em que comandou o Executivo, e outros três por Dilma em seus dois mandatos.

Em terceiro lugar no ranking de indicações está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com duas indicações. Dois ministros foram escolhidos pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB).

Gilmar Ferreira Mendes

Cármen Lúcia Antunes Rocha

José Antonio Dias Toffoli

Luiz Fux

Luís Roberto Barroso

Alexandre de Moraes

Kassio Nunes Marques

André Luiz de Almeida Mendonça

Cristiano Zanin Martins

Flávio Dino de Castro e Costa

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