Leia mais: Supremo mantém número de deputados federais para eleição de 2026
Em decisão proferida nesta segunda-feira (29), Zanin negou recurso extraordinário ajuizado pela defesa de Eduardo, que combate decisão colegiada da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT), responsável por determinar que ele fosse submetido a novo julgamento. Isso porque o Tribunal do Júri decidiu absolvê-lo acatando tese defensiva de clemência. Contudo, a Corte Estadual entendeu que a conclusão absolutória foi manifestamente contrária as provas as provas do processo, o que levou Zanin a manter o novo júri.
No TJMT, os desembargadores concluíram que Eduardo não deveria ser absolvido, uma vez que, conforme depoimentos testemunhais, ele ficou irritado por ter levado um “fora” da garota de programa, que recusou lhe atender, a xingou de “vagabunda”, saiu do estabelecimento com a arma em punho e começou a desferir disparos no rumo da boate. De acordo com uma das testemunhas, o réu apontou e disparou em direção à janela onde a vítima se encontrava e, atingindo-a no pescoço, provocou o seu óbito.
Testemunhas também relataram que Eduardo e Daniely já haviam se desentendido em outras ocasiões, o que culminou na execução dela por motivo fútil, já que o fez movido por sentimento de raiva e frustração.
“O mero pedido de clemência, no entanto, não pode culminar em perdão a crimes que violam os preceitos constitucionais, aos precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal e às circunstâncias fáticas dos autos”, decidiu Zanin. Com a decisão, agora o caso deverá retornar às instâncias inferiores para que um novo julgamento seja designado.
Daniely foi assassinada em 24 de junho de 2022. Um outra pessoa que estava ao lado dela também foi atingida. Ela chegou a ser socorrida, mas faleceu no hospital.
Após o crime, Eduardo fugiu do local em uma motocicleta e foi localizado horas depois em uma fazenda onde trabalha na região.
Ao ser localizado pelos policiais, o suspeito alegou não se lembrar de nada, nem mesmo de ter levado a pistola ao bar, que foi encontrada no quarto dele. Além da pistola, foi apreendido um rifle.
O suspeito foi interrogado pelo delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri e autuado em flagrante pelo crime de homicídio.

STF ordena novo júri contra pecuarista que assassinou jovem após levar “fora” em boate
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a ordem que determinou novo Tribunal do Júri contra o réu Eduardo Henrique Schittler, encarregado pecuarista acusado de assassinar Daniely Santana da Silva Cruz, em 2022, quando ela tinha apenas 20 anos. Após ter um desentendimento comercial com Daniely, que trabalhava na Boate Casa Branca, em Tapurah, Eduardo ficou irritado, saiu do estabelecimento e atirou diversas vezes com uma pistola em direção ao local, sendo que um deles atingiu o pescoço da vítima.
por
Tags: