Cleber Figueiredo Lagreca, está preso há mais de um ano pela morte da empresária Elaine Stelatto, de 45 anos, em outubro de 2023, no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães. Mesmo detido, ele continua recebendo o salário no valor de R$ 39 mil, do Governo do Estado.
De acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência, Cleber, que está registrado no cargo de analista ambiental, tem salário bruto de R$ 55,8 mil e líquido de R$ 39 mil, por mês.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que os valores pagos ao servidor, relacionados no Portal da Transparência, referem-se a pagamentos retroativos determinados pela Justiça. (veja nota na íntegra ao final da matéria)

Mesmo preso, aguardando julgamento por homicídio qualificado, feminicídio e fraude processual, além de já ter histórico de violência contra mulheres, o servidor segue recebendo, todos os meses, o equivalente a 26 salários mínimos.
Cleber está incluso na folha de pagamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

(Foto: Primeira Página/site Portal da Transparência)
Relembre o crime
Elaine foi encontrada morta durante um passeio de barco, em circunstâncias que, no início, pareciam um acidente. As investigações, porém, apontaram sinais de violência, uma vez que ela teria sido espancada e morta por asfixia. O servidor que estava com ela no momento do crime, tentou forjar a cena para parecer que a vítima tinha sofrido um afogamento.
O caso resultou na denúncia por homicídio qualificado, quando existe crueldade, impossibilidade de defesa da vítima. Além de fraude processual, já que o servidor teria tentado alterar a cena do crime.

(Foto: Arquivo pessoal/facebook | Reprodução)
Desde setembro de 2024, ele está preso preventivamente. A defesa tentou em várias ocasiões substituir a prisão por domiciliar, alegando problemas de saúde e também o fato de ser responsável pelos cuidados do irmão com esquizofrenia.
Todos os pedidos foram negados pela Justiça. A decisão destacou que, no caso de Cleber, a gravidade do crime, o risco de fuga e o histórico de violência contra mulheres se sobrepõem às alegações apresentadas pela defesa.
Nota da Sema
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que os valores pagos ao servidor, relacionados no Portal da Transparência, referem-se a pagamentos retroativos determinados pela Justiça em razão da suspensão da remuneração ocorrida no âmbito administrativo.
Conforme a decisão judicial proferida em mandado de segurança impetrado pelo servidor, a Sema deverá quitar todos os retroativos e manter o salário integral até eventual condenação transitada em julgado.