Os contratos futuros de grãos iniciaram o pregão desta quarta-feira (1/10) em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o progresso da colheita no Meio-Oeste dos EUA.
O trigo para entrega em dezembro registra as maiores perdas, com queda de 0,89%, negociado a US$ 5,0350 por bushel. A queda dá sequência às desvalorizações da sessão anterior, após o USDA elevar a estimativa da safra norte-americana de 2025/26 para 54,01 milhões de toneladas. O volume superou as expectativas do mercado, que variavam entre 51,85 e 53,07 milhões de toneladas. O aumento na projeção reforça a perspectiva de ampla oferta global, que deve se expandir nas próximas semanas com o início da comercialização da safra do hemisfério Sul.
O milho para dezembro recua 0,72%, cotado a US$ 4,1250 por bushel. A pressão sobre as cotações vem da revisão para cima dos estoques norte-americanos, também divulgada pelo USDA, e das condições climáticas favoráveis à colheita, com tempo seco predominando na região do Meio-Oeste.
A soja para novembro registra baixa de 0,47%, negociada a US$ 9,9700 por bushel. Entre os principais fatores de influência estão o ritmo acelerado da colheita nos Estados Unidos e a ausência de novas compras da oleaginosa norte-americana pela China, principal importador global do produto.
Segundo a consultoria Granar, o mercado também acompanha o cenário político nos Estados Unidos, onde a falta de acordo no Congresso sobre o novo orçamento levou ao fechamento parcial do governo federal. A paralisação pode afetar a divulgação de relatórios do USDA, como o boletim semanal de exportações, importante referência para a formação dos preços.

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