Corpo de arquiteto morto em queda de avião é liberado para esposa e filha

O corpo do arquiteto Kongjian Yu foi liberado para a esposa, Ji Qingping, e a filha, Yu Hope Hongmeng, nesta quarta-feira (1º), em Campo Grande. Mãe e filha assinaram os documentos necessários para a conclusão dos trâmites legais no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). O procedimento foi acompanhado por representantes do Consulado da China no Brasil.

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Kongjian Yu. (Foto: Reprodução/TVGlobo)

A família não autorizou a divulgação de imagens ou registros do atendimento.

Com a liberação do corpo de Kongjian Yu, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul encerrou oficialmente os trabalhos periciais relacionados ao acidente, informou a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

Outras vítimas

Os corpos das outras três vítimas da tragédia aérea — o piloto e proprietário da aeronave, Marcelo Pereira de Barros; o cineasta Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz; e o produtor e diretor Rubens Crispim Júnior — já haviam sido identificados e liberados anteriormente aos familiares.

O trabalho de identificação foi conduzido com agilidade, precisão técnica e respeito às vítimas. Marcelo Pereira de Barros e Luiz Fernando Ferraz foram identificados por exames de DNA, enquanto Rubens Crispim Júnior e Kongjian Yu foram reconhecidos por meio de exames necropapiloscópicos (confronto de impressões digitais).

No caso do arquiteto chinês, a Polícia Científica sul-mato-grossense contou até com o apoio do FBI (Federal Bureau of Investigation), a Polícia Federal americana.

A queda e a investigação

De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, a aeronave caiu no momento do pouso na Fazenda Barra Mansa, no início da noite de terça-feira, por volta das 18h30. Kongjian Yu, que era referência mundial no conceito de “cidades esponja”, estava no Pantanal para a gravação de um documentário.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já iniciou a apuração das causas da queda. O avião, fabricado em 1958, não possui caixa-preta, o que deve dificultar parte da investigação.

A Polícia Civil também apura as circunstâncias do voo, já que a aeronave não tinha autorização para realizar táxi aéreo, tampouco poderia voar no período noturno. Os destroços foram recolhidos na manhã desta sexta-feira e levados para a sede da fazenda onde ocorreu o acidente.

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