Pedido de cassação de Maysa Leão é rejeitado por todos os vereadores de Cuiabá

A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou nesta quinta-feira (2), por unanimidade, o pedido de cassação da vereadora Maysa Leão (Republicanos). A denúncia acusava a parlamentar de quebra de decoro pela participação de uma adolescente em audiência pública organizada pela republicana para discutir violência sexual contra mulheres e crianças.

O pedido havia sido protocolado pela balconista Katiucia Micheli Vaz, que se baseou em uma notícia de fato instaurada pelo Ministério Público Estadual (MPE) para apurar a conduta da vereadora. Acontece que, o inquérito já foi arquivado no órgão po falta de indícios de irregularidade.

Entre as dívidas que serão objeto do parcelamento, destaca-se o montante de R$ 52 milhões referente aos empréstimos consignados dos servidores públicos. (Foto: Secom Câmara)
Câmara de Cuiabá arquiva, por unanimidade, pedido de cassação contra Maysa Leão. (Foto: Secom Câmara)

O fato fez com que a Procuradoria do Legislativo Cuiabano emitisse parecer pela rejeição do pedido. A votação no plenário reforçou esse entendimento e o pedido de cassação contra Maysa foi rejeitado por unanimidade..

Parlamentares de diferentes bancadas ressaltaram que não havia provas que justificassem a perda do mandato da parlamentar. Demilson Nogueira (PP) afirmou que a jovem participou da audiência de forma espontânea, enquanto Eduardo Magalhães (Republicanos) criticou o uso de processos internos para perseguição política. Michelly Alencar (UB) destacou que tanto o Ministério Público quanto a Procuradoria da Câmara já haviam descartado qualquer irregularidade.

Após a decisão, Maysa agradeceu o apoio e disse que pretende transformar o episódio em ação legislativa, defendendo a regulamentação da escuta protetiva para assegurar a participação segura de menores em debates públicos.

maysa leao 1

O fato

O episódio ocorreu no dia 20 de agosto, no plenário da Casa de Leis. Na ocasião, a jovem subiu à tribuna, revelou a própria idade e relatou ter sofrido abusos do pai, do tio e do padrasto. Em meio ao depoimento, a adolescente afirmou também que foi obrigada a consumir drogas e bebidas alcoólicas, além de revelar que é mãe de uma criança.

As declarações, feitas em ambiente público e transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Câmara no YouTube, geraram forte repercussão. O vídeo chegou a ficar disponível para visualização, mas foi retirado do ar logo em seguida.

O caso levantou questionamentos sobre a responsabilidade da vereadora na condução do evento, já que a exposição de menores vítimas de violência sexual é vedada por lei e pode configurar violação de direitos fundamentais.

Caso arquivado

Maysa já havia sido denunciada ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), pelo mesmo caso. No entanto, a investigação foi arquivada pela 14ª Procuradoria de Justiça Cível, a qual concluiu que a adolescente não se encontrava em situação de risco.

Leia mais

  1. Câmara de Cuiabá aprova em 1ª votação PEC que dificulta cassação de vereadores

  2. Eduardo Bolsonaro barrado como líder da Minoria: entenda decisão que pode levar à cassação

  3. Projeto prevê multa de R$ 700 para uso de maconha em locais públicos

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: