Grãos oscilam pouco em Chicago à espera de ajuda a produtores dos EUA

Cautela foi a palavra de ordem para as negociações dos grãos na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (6/10). Com investidores à espera do socorro financeiro do governo dos EUA a produtores do país, houve pouco espaço para oscilação nos preços. Os contratos da soja para novembro recuaram apenas 0,02%, a US$ 10,1775 por bushel.

Investidores se retraíram enquanto aguardam novidades sobre o pacote de estímulos a agricultores americanos que pode chegar ao montante de US$ 14 bilhões. A medida, prevista para ser anunciada amanhã (7), seria uma forma do governo Donald Trump apoiar os produtores de soja dos EUA, que há meses reclamam da falta de compras da China, que segue em disputa comercial com Washington.

“A magnitude do acordo sugerido poderia impulsionar os preços a ponto de dispensar o pacote de auxílio, embora haja dúvidas sobre o grau de confiança real do presidente [Donald Trump] em concretizá-lo”, disse, em nota, Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX.

A cautela do mercado também é explicada pela ausência de dados sobre a demanda americana. Devido ao shutdown, paralisação dos servidores públicos dos EUA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não divulgou as informações semanais sobre as exportações de grãos do país.

O milho registrou leve alta em Chicago, pautado por ajustes técnicos. Os lotes com entrega para dezembro avançaram 0,66%, cotado a US$ 4,2175 por bushel.

Nos negócios do trigo em Chicago, por sua vez, os contratos para dezembro registraram queda de 0,49%, cotados a US$ 5,1275 por bushel

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