Presidente da ALMT vê como positiva postura do governo em relação a operação Office Crime

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (PSB), avalia que apesar de ser grave o fato de que a arma usada no assassinato do advogado Renato Nery seja do Estado, há dois fatores positivos no caso: que o crime está próximo da elucidação e a postura do governo de cortar na carne em relação a prisão dos quatro políciais envolvidos.

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“Muito grave por um lado, bom por outro lado. Bom porque está chegando aos mandantes, está chegando a elucidação desse caso. […] E outro fator positivo, não tá passando pano a ninguém. Tem que cortar dentro da carne?Tem que cortar. É policial? Tem que cortar. É político? Tem que cortar”, disse Max, na manhã desta sexta-feira (7), durante posse do novo desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
De acordo com ele, a sociedade estava a espera de um avanço como este no caso do assassinato do advogado Renato Nery em decorrência de todo o tempo que se passou desde a morte, bem pelo pela proeminência dele, como ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional de Mato Grosso.
“Fico feliz quando a Polícia Civil, em mais de 90% dos crimes que acontecem [com] uma solução. Esse crime me preocupou, oito meses, um ex-presidente da OAB. Claro que qualquer crime tem que ser solucionado, mas já tinha um tempo e a população queria solução”, afirmou.
A Operação Office Crime deu continuidade às investigações da morte do advogado Renato Nery, um assassinato causado por disputa de terreas. Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão, sendo que um deles foi cumprido na base da Rotam. Também foi preso um sargento da Polícia Militar que era lotado na Casa Militar do governo do Estado até o dia 27 de fevereiro.
Durante a operação, foi apreendida a arma utilizada para matar Renato Nery. Os policiais civis também identificaram a rota de fuga usada pelo executor do crime, bem como a motocicleta usada, que foi apreendida.
Renato foi assassinado no dia 5 de julho do ano passado, enquanto chegava ao escritório dele, na Avenida Fernando Correa da Costa. Ele foi atingido por pelo menos sete tiros, sendo que alguns atingiram sua cabeça.
 

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