Linha de R$ 12 bilhões para dívidas rurais poderá ser acessada a partir do dia 15

A linha pública com R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas rurais poderá ser acessada a partir de 15 de outubro. Nessa terça-feira (7/10), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou as instituições financeiras credenciadas que o protocolo para pedidos de financiamentos será aberto na semana que vem, mas ressaltou que a homologação das operações ainda dependerá da transferência dos recursos do programa pela União.

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O contrato para oficializar a transferência dos R$ 12 bilhões ao BNDES estava em revisão jurídica até a semana passada. Os valores são oriundos de superávit financeiro de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda em 2024. Consultados, a Pasta e o banco não responderam quando os recursos serão efetivamente disponibilizados.

O BNDES também listou os valores que cada instituição financeira deverá operar na linha, de acordo com as regras previstas na resolução 5.247/2025, do Conselho Monetário Nacional. As informações estão em documento interno obtido pela reportagem.

O Banco do Brasil terá R$ 4,3 bilhões, cerca de 35% do total. A estimativa do banco era ter entre 40% e 50% dos recursos.

Na sequência estão o Sicredi (R$ 2,2 bilhões), o Banrisul (R$ 880,7 milhões), o Banco do Nordeste (R$ 676,1 milhões), a Caixa Econômica Federal (R$ 645,9 milhões) e o Sicoob (R$ 644,3 milhões).

Também foram listados:

  • BRDE (R$ 372,8 milhões);
  • Bradesco (R$ 348,7 milhões);
  • Itaú (R$ 293,2 milhões);
  • Santander (R$ 254,4 milhões);
  • Cooperativa Central Cresol Sicoper (R$ 168 milhões);
  • Cooperativa Central Cresol Baser (R$ 165,2 milhões);
  • Cresol Central Brasil (R$ 155,8 milhões);
  • Banco CNH Industrial (R$ 146,8 milhões);
  • Banco DLL (R$ 145,8 milhões);
  • Banco da Amazônia (R$ 103,5 milhões);
  • Banco Safra (R$ 99 milhões);
  • Banco John Deere (R$ 95 milhões);
  • Badesul (R$ 63,4 milhões);
  • Banco ABC (R$ 39,1 milhões);
  • Credicoamo (R$ 24,9 milhões);
  • Banco Bocom BBM (R$ 24,3 milhões);
  • Rabobank (R$ 9,7 milhões);
  • Banese (R$ 9,3 milhões);
  • Banco Votorantim (R$ 9,1 milhões);
  • Banco BTG Pactual (R$ 8,1 milhões);
  • Citibank (R$ 8 milhões);
  • Banco Stara Financeira (R$ 7,1 milhões);
  • Credisis (R$ 6,4 milhões);
  • Banco Daycoval (R$ 5,4 milhões);
  • Bank of China no Brasil (R$ 4,6 milhões);
  • Banestes (R$ 2,2 milhões);
  • Banco Sofisa (R$ 1,9 milhão);
  • BDMG (R$ 1,4 milhão);
  • BRB (R$ 1,3 milhão);
  • Banco Inter (R$ 641,1 mil);
  • Banpará (R$ 332 mil);
  • Bandes (R$ 307,7 mil);
  • e Credicoopavel (R$ 33,7 mil).

De acordo com a norma, os recursos foram distribuídos de forma proporcional à carteira de crédito rural dos 1.363 municípios elegíveis em todo o país. Quanto maior a participação de um banco na concessão de financiamentos a agricultores naquele município, maior serão os valores recebidos. A divisão foi feita com base em dados do Banco Central referentes à situação em 30 de dezembro de 2024.

O BNDES também poderá operar diretamente os recursos. Os valores não comprometidos no prazo de até 60 dias após a disponibilização da linha serão realocados conforme demanda das instituições financeiras credenciadas. Ao menos 40% do montante deverá ser destinado a pequenos e médios produtores.

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