Os contratos futuros de soja operam em queda na abertura da bolsa de Chicago desta terça-feira (14/10), com recuo de 0,5% para os papéis com vencimento em novembro, cotados a US$ 10,0275 por bushel.
A movimentação ocorre no mesmo dia em que entram em vigor as novas sobretaxas portuárias dos Estados Unidos sobre navios com ligação à China que atracarem em portos norte-americanos. Medida semelhante foi anunciada pela China, atingindo embarcações dos EUA em seus terminais. As medidas impactam o custo do comércio bilateral, que, no caso da soja, segue sem movimentação em termos de volume.
Nos Estados Unidos, a colheita da soja avança com ritmo considerado positivo, favorecida pelo tempo seco nas últimas semanas no Meio-Oeste. No entanto, não há dados atualizados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), devido à paralisação do governo federal.
O trigo também opera em queda, após quatro sessões consecutivas de baixa. No último pregão, o cereal atingiu o menor valor desde 2020. Os contratos para dezembro recuam 0,45%, a US$ 4,9450 por bushel. O movimento é influenciado pela valorização do dólar frente ao euro, o que reduz a competitividade do trigo dos EUA no mercado externo, além da ampla oferta global e da aproximação da entrada da produção do hemisfério sul, com boas projeções para as safras da Austrália e da Argentina.
O milho apresenta leve queda, de 0,24% nos papeis para dezembro, a US$ 4,0975 por bushel. A pressão vem do bom ritmo da colheita nos EUA que, segundo estimativas privadas, já teria superado 45% da área prevista, das tensões comerciais entre EUA e China e das condições climáticas favoráveis na Argentina, onde projeções iniciais indicam uma safra recorde. Por outro lado, a resistência dos produtores norte-americanos em comercializar seus grãos aos preços atuais limita perdas mais acentuadas, segundo a consultoria Granar.

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