Entidades representativas da rizicultura do Rio Grande do Sul foram convidadas para participar de uma audiência pública a pedido da Frente Parlamentar em Defesa do setor, na segunda-feira (13/10), na Assembleia Legislativa do Estado.
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Na abertura, o presidente da Frente Parlamentar, deputado Marcus Vinicius, referiu o cenário difícil do arroz com secas, enchentes, baixa liquidez e tarifaço dos Estados Unidos. “Trata-se da maior crise dos últimos cinco anos. Para fazer um enfrentamento desse problema, é preciso ampliar esse debate para que chegue ao conhecimento do parlamento e crie-se um ambiente político para engajar mais setores na busca de soluções”, enfatizou, em nota.
Na sequência, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, mostrou dados referentes ao custo do arroz irrigado na safra 2025/26 e o cenário de 2025, com a Índia entrando forte no mercado exportador o que ajudou a derrubar os preços. “O cenário para 2026 ainda será instável, com estoques elevados e limite do crédito”, previu.
O tom dos debates na audiência pública tratou da busca de soluções para a falta de competitividade do arroz gaúcho, basicamente por gargalos logísticos e questões tributárias. As principais reivindicações passam por uma transferência da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) de forma emergencial para o escoamento da produção e fortalecimento da comercialização, contribuindo para a estabilidade do mercado e a valorização do arroz gaúcho.
Outro pleito é a equalização do ICMS com outros Estados, sobretudo com o vizinho Paraná. O líder do governo na Assembleia, deputado Frederico Antunes, anunciou que irá articular com o deputado Marcus Vinícius um encontro dos setores da cadeia do arroz com o governador Eduardo Leite para ver o que é possível encaminhar da pauta de reivindicações.
Além da Federarroz, participaram da audiência Farsul, Fetag, Sindarroz e Secretaria da Agricultura (Seapi).

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