Com a conclusão da incorporação da Viterra, a Bunge revisou suas estimativas para seus resultados neste ano e passou a prever um lucro ajustado por ação de US$ 7,30 a US$ 7,60, abaixo do lucro ajustado estimado anteriormente, de US$ 7,75, que ainda não previa o impacto da incorporação da empresa adquirida.
O cálculo da estimativa incluiu as ações que foram emitidas como parte da transação, descontadas as ações recompradas ao longo do terceiro trimestre. Para a estimativa do ano, a Bunge projeta que o lucro ajustado por ação do segundo semestre será de US$ 4 a US$ 4,25.
Segundo a Bunge, as projeções levam em consideração o atual momento de margens da indústria e o ambiente macro, além das expectativas para o terceiro trimestre, cujos resultados serão divulgados em 5 de novembro.
A incorporação da Viterra também fez a Bunge reorganizar a divisão de seus negócios. A partir do próximo balanço, a companhia já passará a divulgar seus resultados divididos entre os seguintes negócios: processamento e refino de soja; processamento e refino de sementes; processamento e refino de outras oleaginosas; comercialização e processamento de grãos. A Bunge vai continuar a divulgar uma linha de resultados corporativos e outros resultados.
Até então, a Bunge dividia seus resultados entre os negócios de agronegócios, refino e óleos especiais, e processamento.
Segundo a Bunge, a nova forma de divulgação de resultados reflete a foram como o CEO revisará as informações financeiras para avaliar a alocação de recursos e o desempenho dos ativos.
A companhia também fez uma revisão de resultados de trimestres passados, especificamente entre o primeiro trimestre de 2024 e o segundo trimestre de 2025, para adaptar os dados à nova estrutura de negócios. Com isso, lucro antes de juros e impostos (Ebit) de 2024 atribuído ao que hoje é o segmento de processamento e refino de soja foi de US$ 1,229 bilhão.
Já o Ebit do que agora é o negócio de processamento e refino de sementes ficou em US$ 565 milhões no ano passado, enquanto o Ebit de processamento e refino de outras oleaginosas ficou em US$ 177 milhões, e o Ebit de comercialização e processamento de grãos ficou em US$ 364 milhões no ano passado.

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