Mulher morta em Nobres tinha perdido irmã para o feminicídio há 4 anos

Vítima de feminicídio nessa segunda-feira (13), em Nobres (MT), Jucieli Ribeiro Caju Boa Morte havia perdido a irmã para o mesmo crime em 2021. Jussara Patrícia Ribeiro Boa Morte, de 32 anos, foi morta com um tiro no peito quatro anos antes da irmã perder a vida de forma parecida.

Jucieli e o atual namorado dela foram abordados pelo ex-namorado da vítima assim que saíam de casa. O suspeito estava armado e efetuou dois disparos contra ela.

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Mulher morta em Nobres tinha perdido irmã para o feminicídio há 4 anos
(Reprodução)

O atual namorado de Jucieli entrou em luta corporal com Luciano Oliveira de Souza, de 32 anos, o desarmou e atirou contra o suspeito, que morreu no local.

Já a irmã tinha sido morta no dia 27 de abril de 2021, Jussara Patrícia Ribeiro Boa Morte, de 32 anos, foi morta pelo ex-marido com um tiro no peito. O crime aconteceu em Lucas do Rio Verde (MT) e o suspeito tirou a vida logo em seguida. O filho do casal, que tinha 6 anos na época, estava no local e presenciou toda a ação.

Na época, foi divulgado que o ex-marido de Jussara, Lucas Sebastião Matos de Araújo, 30 anos, não aceitava o término do relacionamento com a vítima. Eles moravam em Nova Mutum (MT), mas com o término, a vítima recebeu uma proposta de emprego na cidade vítima e se mudou.

O suspeito a encontrou no local em que ela iria trabalhar, com a desculpa de que o filho do casal queria vê-la. Momentos depois sacou uma arma e disparou contra Jussara, na sequência, atirou contra a própria cabeça.  

Ambos os casos foram investigados.

A morte de Jucieli

Jucieli Ribeiro havia denunciado o ex-namorado por agressão e conseguiu medidas protetivas após ser espancada em público, em Rosário Oeste. Mesmo com o vídeo das agressões circulando, a Justiça de Mato Grosso negou o pedido de prisão preventiva por entender que não havia elementos legais para a medida, como descumprimento das restrições ou novos episódios de violência.

A decisão judicial se baseou na ausência de flagrante e no entendimento de que a prisão não poderia ser decretada apenas pela possibilidade de reincidência. O magistrado ressaltou que o processo estava em fase inicial e que a vítima já estava protegida por decisão judicial que proibia a aproximação e o contato do agressor.

Pouco mais de um mês depois, Jucieli foi morta a tiros por Luciano, em Nobres. Ele invadiu a casa onde ela morava com o namorado atual, atirou pelas janelas e usou uma barra de ferro para entrar. Durante a luta corporal, Jucieli foi atingida por dois disparos e o novo companheiro reagiu, atirando contra Luciano, que morreu no local. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

As investigações apontam que o ex-namorado teria dopado a atual parceira, uma policial militar, e usado a arma funcional dela no crime, o que reforça a suspeita de premeditação. O caso é investigado como feminicídio, e a Polícia Civil apura as circunstâncias que permitiram o uso da arma e o planejamento do ataque, que encerrou um histórico de violência já denunciado por Jucieli.

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