Um bombeiro militar que atua como professor substituto da Escola Estadual Militar Dom Pedro II – Presidente Médici, em Cuiabá, foi afastado após denúncia de suposta importunação sexual contra alunas de 12 e 13 anos. Os episódios teriam ocorrido em abril deste ano, mas só foram comunicados pela direção cinco meses depois, em setembro deste ano.

O caso, que envolve o subtenente do Corpo de Bombeiros, é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
Após serem comunicados pela direção, os pais procuraram a polícia para formalizar as denúncias e relatar novas informações sobre o caso.
Há indícios de que outras alunas também possam ter sido vítimas, já que o professor deu aulas para seis turmas do ensino fundamental.
De acordo com as atas escolares obtidas pelo Primeira Página, as primeiras denúncias foram feitas pelas próprias alunas em agosto deste ano.
A Deddica informou que uma das mães contou que foi chamada pela equipe psicossocial da escola para uma reunião em setembro. No encontro, os pais foram informados sobre uma denúncia de possível importunação sexual ocorrida dentro da sala de aula.
O documento relata que o professor, que dava aulas de matemática, teria encostado o rosto e sussurrado palavras no ouvido das alunas, além de manter contato físico considerado inadequado. A mãe afirmou que, após os episódios, a filha apresentou ansiedade, medo de ir à escola e queda no rendimento.
Segundo os pais que procuraram a direção da Escola Estadual Militar Dom Pedro II – Presidente Médici, as famílias só foram informadas oficialmente em setembro, quando a unidade convocou reuniões individuais e comunicou o afastamento do docente.
O documento, assinado por uma psicóloga e pela assistente social da unidade, descreve que a conduta do professor foi considerada “inadequada e de grande importância a ser apurada”, ressaltando que o contato físico entre professores e alunos é expressamente vedado.
O que já se sabe até agora
Famílias relatam que só foram informadas cinco meses após os episódios; caso é apurado pela Deddica

Investigação
Linha do tempo
Supostos episódios em sala de aula.
Alunas relatam à escola, segundo atas obtidas.
Pais dizem ter sido informados e docente é afastado.
BOs registrados na Deddica; caso segue em investigação.
Canais de proteção
- Deddica (Cuiabá) — especializada em crimes contra crianças e adolescentes.
- Disque 100 — canal nacional de direitos humanos.
- 190 — urgência e proteção imediata (PM).
- 197 — Polícia Civil (denúncias/informações).
Status do caso
- Investigação conduzida pela Polícia Civil/Deddica.
- Escola comunicou afastamento do docente, segundo pais.
- Instituições Seduc-MT e Corpo de Bombeiros foram acionados; a reportagem aguarda retorno.
Mesmo após o afastamento, os pais das alunas relataram que o professor teria voltado a entrar na escola fardado, o que aumentou a apreensão das famílias.
A situação levou o grupo de familiares a registrar boletins de ocorrência na Deddica, nesta quinta-feira (17). “Ele conhece a rotina das meninas, sabe os horários e onde elas pegam o ônibus. Por isso, decidimos reforçar os cuidados até que tudo seja esclarecido”, contou uma das mães, que preferiu não ser identificada.
Uma dos pais relataram que uma mobilização dos familiares está sendo feita para encorajar novas denúncias.
Os casos de importunação sexual estão sendo investigados pela Polícia Civil e Deddica da capital.
O que dizem as autoridades
Em nota encaminhada ao Primeira Página, o Corpo de Bombeiros informou que a Escola Militar Dom Pedro II afastou o professor das atividades assim que tomou conhecimento da denúncia e que já instaurou procedimento administrativo para apurar o caso. A escola também comunicou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para as providências cabíveis.
O Primeira Página procurou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), responsável pela gestão da unidade, e aguarda posicionamento.
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