Marina Piatto, diretora-executiva do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), afirmou nesta terça-feira (21/10) que o Brasil tem uma grande oportunidade para posicionar a carne bovina nacional como um produto mais sustentável no comércio com a China.
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Segundo ela, pesquisas recentes mostram que o consumidor chinês está disposto a pagar até 22% a mais pela proteína animal brasileira que comprovadamente é livre de desmatamento. Piatto citou ainda que o consumo de carne na China ainda está abaixo da média global, que é de 10 quilos per capita por ano, o que também reforça possibilidades de aumento das vendas do Brasil para lá.
“Temos grandes oportunidades de posicionar a carne como produto de baixo impacto ambiental”, afirmou Piatto durante abertura do evento “Comércio sino-brasileiro de carne bovina: perspectivas para a sustentabilidade e valorização da cadeia”, em Brasília, realizado pelo Imaflora.
A entidade lança nesta terça-feira a plataforma o Beef on Track (BoT), novo sistema de certificação de carne livre de desmatamento. O produto será identificado por um selo. Frigoríficos serão auditados individualmente, uma vez por ano. A iniciativa vai utilizar protocolos já existentes, como o Boi na Linha e o Protocolo do Cerrado. Um frigorífico com 95% de conformidade com um destes dois protocolos, por exemplo, é automaticamente elegível, conforme adiantado pela reportagem.
Atualmente, o Brasil tem 67 frigoríficos habilitados para exportação de carne bovina e outros aguardam aprovação. O mercado foi aberto em 2010.
Mirela Sandrini, diretora da WRI Brasil, disse que há oportunidades para acordos comerciais com salvaguardas socioambientais entre Brasil e China. “Temos a oportunidade de ter liderança conjunta para redefinir padrões globais de sustentabilidade nas cadeias de valor”, afirmou no evento.

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