O cacau inverteu sua tendência de queda, que chegou a atingir o menor valor em dois anos, para uma alta abrupta na bolsa de Nova York na manhã desta quarta-feira (22/10). Os papéis da amêndoa para dezembro operam em alta de 6,07%, cotados a US$ 6.272 a tonelada.
As compras de cacau na Costa do Marfim, país responsável por 40% da produção mundial, estão estagnadas na nova temporada, iniciada em 1º de outubro. Isso porque, na mesma data, o Cocoa and Coffee Council (CCC), ligado ao governo marfinense, anunciou um preço fixo recorde pago ao produtor, que tem afastado as tradings.
Segundo o Mercado do Cacau, além disso, a baixa qualidade dos estoques e a escassez de financiamento também contribuem para travar o fluxo comercial da commodity nos principais portos do país africano.
Agora, o setor cacaueiro acompanha os próximos passos do CCC que poderá ser forçado a revisar políticas de preço e crédito caso a paralisação comercial se prolongue.
Café
O café arábica mantém o movimento de alta em Nova York na manhã desta quarta-feira. Os contratos com vencimento em dezembro sobem 0,50%, negociados a US$ 4,1510 a libra-peso.
Os operadores do mercado seguem acompanhando dados sobre os estoques certificados na ICE, que, na semana passada, chegaram ao menor volume desde outubro de 2020.
Açúcar
Já os contratos futuros do açúcar demerara operam estáveis. Com valorização de 0,20%, os papéis com vencimento em março estão cotados a 15,27 centavos de dólar por libra-peso.
Algodão
Já os contratos futuros de algodão caem 0,35% para os papéis da pluma com entrega para dezembro, cotados a 65,76 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado também operam em queda em Nova York. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro, estão cotados a US$ 1,8320 a libra-peso, com queda de 0,56%.
22/10/2025 09:53:13

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