O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso mantém em monitoramento 15 focos de incêndios criminosos nas últimas 24 horas, identificados como uso irregular do fogo em diferentes regiões do estado. O acompanhamento é feito pela Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) em Cuiabá, no âmbito da Operação Infravermelho.
As equipes utilizam imagens de satélite e tecnologias de georreferenciamento para identificar antecipadamente áreas de risco ou onde o fogo já tenha sido iniciado de forma ilegal. Além do monitoramento, a operação busca responsabilizar os infratores e reforçar a fiscalização em campo.

Situação no estado
De acordo com os dados, seis incêndios florestais foram controlados nas últimas 24 horas em Barão de Melgaço, Pontes e Lacerda, Cocalinho e Pedra Preta. Apesar de contidos, eles continuam sob vigilância.
Já 11 focos permanecem ativos em municípios como Itiquira, Barão de Melgaço, Campinápolis, Guarantã do Norte, Nova Santa Helena, Nova Xavantina, Paranatinga, Guiratinga e Poxoréu, onde equipes seguem no combate direto às chamas.
O trabalho conta com bombeiros em campo, máquinas pesadas, caminhões-pipa e aeronaves, além do apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.
Monitoramento e números
Atualmente, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso acompanha 24 focos de calor em todo o estado, dos quais 19 são incêndios florestais e 15 correspondem a queimadas irregulares. Também foi registrado incêndio florestal em área indígena na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondolândia, cuja responsabilidade de combate é da esfera federal.
Desde o início do período proibitivo do fogo em Mato Grosso, 247 incêndios já foram extintos pelos bombeiros.
Dados mais recentes
Somente nas últimas 24 horas, o Programa BDQueimadas/Inpe registrou 23 focos de calor em Mato Grosso, sendo 12 no Cerrado, seis no Pantanal e cinco na Amazônia.
O Corpo de Bombeiros reforça que o uso do fogo em áreas urbanas é proibido o ano todo e que no meio rural está suspenso durante o período proibitivo. No Pantanal, a proibição vai de 1º de junho a 31 de dezembro. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, a restrição começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro.