Reunião entre Lula e Trump gera elogios de aliados e ironias da oposição nas redes; veja reações

Lula disse que não havia assunto proibido e renovou pedido sobre revisão do tarifaço, diz chanceler

Segundo Mauro Vieira, encontro entre presidentes foi positivo e resposta sobre trégua nas taxações durante período de negociações pode ocorrer ainda hoje. Crédito: Imagens: Felipe Frazão; Edição: Jefferson Perleberg

A reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, neste domingo, 26, na Malásia, repercutiu entre a oposição e aliados da base governista. Enquanto integrantes do governo comemoraram o encontro como sinal de retomada do diálogo com os Estados Unidos, políticos do PL exploraram o fato de o presidente americano ter mencionado o ex-presidente Jair Bolsonaro antes da conversa bilateral.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou o encontro nas redes sociais. Ele compartilhou um vídeo em que Trump diz que “sempre gostou” do ex-presidente.

“Lula encontra Trump e, na mesa, um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, escreveu no X.

A publicação foi compartilhada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), reforçando o tom de provocação da ala bolsonarista diante da aproximação entre os dois presidentes.

Do lado do governo, ministros e aliados celebraram o gesto diplomático. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “o Brasil retoma o diálogo com o mundo sob a liderança de um verdadeiro estadista”. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, escreveu: “Lula, gigante pela própria natureza!!!”.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que a conversa foi “mais um gol” do governo. Em uma analogia com um jogo de futebol. Disse que o gol foi fruto de um “lançamento” da diplomacia e um “cabeceio certeiro” do presidente petista. Para ela, a conversa iniciada hoje vai significar a vitória brasileira no “placar do crescimento, da geração de empregos e do controle da inflação”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também comentou o encontro e adotou um tom conciliador. Ele elogiou a iniciativa de Lula e Trump, afirmando que o diálogo e a diplomacia “voltaram a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos”.

Ele acrescentou que “quando líderes escolhem conversar, a História agradece”. Motta disse ainda que a Câmara está “à disposição da diplomacia brasileira, votando temas importantes e comprometida em servir ao País”.

A manifestação ocorre num momento em que o presidente da Casa tenta se equilibrar entre o grupo bolsonarista, sob pressão pela votação do PL da Anistia, e as siglas da base governista, que foram decisivas para sua eleição ao comando da Câmara.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliou o encontro como “muito positivo”. “O gesto de diálogo e a busca pelo bom entendimento são fundamentais para o fortalecimento das relações e para o avanço da cooperação entre as nações. O Congresso Nacional permanece atento e unido na defesa do diálogo e da diplomacia como caminhos para construir consensos e aproximar os nossos povos”, escreveu em nota.

Alcolumbre ainda cumprimentou os envolvidos nas negociações para que esse encontro pessoal entre Lula Trump fosse possível.

O encontro entre Lula e Trump começou às 15h30 (horário local), no Centro de Convenções de Kuala Lumpur (KLCC), e foi confirmado pelos dois governos, em paralelo à Cúpula de Líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Entre os temas tratados, estiveram o tarifaço de 50% imposto aos produtos brasileiros exportados para os EUA e as sanções aplicadas contra autoridades brasileiras. Trump indicou que poderá rever as medidas, a depender do avanço das negociações entre os dois países.

Veja reações de políticos ao encontro entre Lula e Trump

Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *