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Ao levar para dentro do Planalto alguém que dificulta reluta em abrir mão do poder partidário, Lula criou numa espécie de Esfinge palaciana. Submtido a uma ameaça do tipo “decifra-me, ou te devoro”, Edinho se escora no respaldo presumido de Lula para dobrar a aposta. É como se dissesse para Gleisi: “Antes de me devorar, eu te decifro.”
Por trás da resistência, suspeitam aliados de Edinho, está o desejo de Gleisi e seu grupo de manter o controle das arcas do PT. O risco que Edinho corre num eventual armistício é o de assumir a presidência de uma superestrutura partidária sem dispor da chave do cofre.
Nessa briga, Lula pode entrar com a cara se não interromper rapidamente a sensação de que um certo líder de uma antiga frente ampla já não é visto como um líder certo nem no ambiente estreito do seu partido. Uma trégua no PT tornou-se vital para Lula.

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