Valdemar pede ao STF permissão para contatar Bolsonaro e devolução de Rolex

A defesa do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, pediu hoje ao STF o fim das medidas cautelares impostas a ele em meio às investigações da tentativa de golpe de Estado, e a devolução de três relógios de luxo que foram apreendidos.

O que aconteceu

Valdemar foi indiciado, mas não foi incluído na denúncia da Procuradoria-Geral da República. A defesa disse que, sem acusação formal, o STF deve encerrar todas as medidas cautelares impostas ao ex-deputado, o que inclui a proibição de contato com os demais investigados no caso, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), desde fevereiro de 2024.

Presidente do PL pede passaporte, dinheiro em espécie e pertences que foram apreendidos pela PF. Em operação de busca e apreensão na casa de Valdemar, os agentes apreenderam mais de R$ 53 mil em dinheiro vivo, dois iPhones e três relógios de luxo, das marcas Rolex, Audemars Piguet e Bulgari.

Pedido dos advogados de Valdemar foi protocolado após PGR recomendar devolução de pertences de duas pessoas em situação semelhante. Ontem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou pela devolução do passaporte e cessação das medidas cautelares impostas a Amauri Feres Saad e Tércio Arnaud Tomaz. Como Valdemar, ambos foram indiciados pela Polícia Federal, mas não foram incluídos na denúncia.

PGR analisa o pedido e faz recomendações, mas quem decide é o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, não houve resposta sobre Tércio e Amauri, e a solicitação de Valdemar ainda não foi analisada.

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