Campo Grande passa a adotar oficialmente o conceito de “Cidade-Esponja”, voltado à drenagem urbana sustentável e ao enfrentamento das enchentes. A medida foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e publicada nesta quinta-feira (30) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).

Conforme a publicação, a nova legislação estabelece diretrizes para promover soluções baseadas na natureza no manejo das águas pluviais, buscando reduzir alagamentos, ampliar a infiltração da água no solo e melhorar a qualidade ambiental urbana.
De acordo com o texto, o modelo de “Cidade-Esponja” consiste em absorver, armazenar e filtrar a água das chuvas de forma natural, utilizando infraestrutura verde, como jardins de chuva, telhados verdes, pavimentos drenantes e áreas permeáveis.
Essas medidas visam diminuir a sobrecarga nas redes de drenagem tradicionais e aumentar a resiliência urbana diante de eventos climáticos intensos.
Entre os objetivos da lei estão:
- aumentar a permeabilidade do solo urbano;
- reduzir a sobrecarga do sistema de drenagem;
- ampliar áreas verdes e espaços de retenção hídrica;
- melhorar a qualidade da água e incentivar o reuso sustentável;
- contribuir para a redução do efeito de ilhas de calor e melhoria do microclima urbano.
A implementação das ações poderá ser feita por meio de parcerias com a iniciativa privada, instituições de ensino e organizações da sociedade civil, conforme prevê o texto.