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A avaliação é do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que destacou, em entrevista ao programa Tribuna, da Rádio Vila Real, nesta terça-feira (30), a importância do status sanitário conquistado pelo Estado em maio deste ano. A chancela foi concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), durante a 92ª Assembleia Geral da entidade, em Paris, e representa o mais alto grau de segurança na cadeia produtiva de bovinos, bubalinos e suínos.
“O Brasil tem a possibilidade de exportar carne para o Japão porque hoje o país é declarado livre de febre aftosa sem vacinação, e Mato Grosso foi precursor nesse processo”, afirmou Miranda. Segundo ele, o investimento conjunto de mais de R$ 100 milhões entre o governo estadual e a iniciativa privada, nos últimos seis anos, viabilizou concursos no Indea, informatização, capacitação técnica e reforço na vigilância sanitária.
Com a ofensiva norte-americana sobre produtos brasileiros, o governo de Mato Grosso aposta em diversificação e na busca por novos mercados, sobretudo asiáticos e do Oriente Médio, para reduzir a dependência de mercados tradicionais como o norte-americano e o europeu.
“Estamos investindo em promoção comercial há seis anos. Participamos de várias feiras e atuamos junto a segmentos econômicos organizados. Agora, iniciamos a implementação da nossa agência de promoção comercial e atração de investimentos, a Invest MT, com um modelo inovador e gestão privada”, disse o secretário.
Miranda defendeu ainda que a credibilidade sanitária de Mato Grosso pode se tornar um ativo estratégico na manutenção e expansão das exportações brasileiras de carne, especialmente num contexto global marcado por tensões comerciais e mudanças nos fluxos internacionais.

MT foi precursor, diz secretário sobre trunfo sanitário em meio à taxação de Trump
A taxação de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo a carne bovina, imposta pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu o debate sobre os rumos das exportações brasileiras em um cenário de crescente protecionismo. Diante do novo obstáculo comercial com um dos principais parceiros internacionais, Mato Grosso surge como trunfo do Brasil na abertura de novos mercados, graças ao seu reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
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