Janaina diz que passivos da RGA devem pautar eleição de 2026: ‘quem não se comprometer terá dificuldade nas urnas’

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou que a questão ligada aos passivos da Revisão Geral Anual (RGA) não pagos entre 2018 e 2021 pelo governo de Mato Grosso deve pautar as eleições de 2026. Segundo a parlamentar, que projeta disputar uma das vagas ao Senado, candidatos que não se comprometerem a garantir a recuperação do poder de compra dos servidores públicos enfrentarão dificuldades nas urnas.

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Janaina preside a comissão interna da Assembleia Legislativa (ALMT) que debate a perda inflacionária e os passivos da RGA. Na manhã desta terça-feira (11), a deputada se reuniu com sindicalistas da Federação dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT) para discutir o tema.
“O objetivo é organizarmos esse trabalho e chegarmos a um valor consensual desse percentual, para que possamos apresentar uma proposta ao futuro governador. Não dá para continuar empurrando essa dívida com o funcionalismo para debaixo do tapete”, declarou Janaina.
A deputada destacou que há divergências sobre o percentual exato de perdas acumuladas pelos servidores, com estimativas variando entre 18% e 22%. Segundo ela, a comissão interna da ALMT pretende estabelecer um índice definitivo para fundamentar as reivindicações da categoria.
“Nós sabemos que a Assembleia não pode obrigar o governo a pagar, mas podemos fazer um trabalho político para que isso seja reconhecido. Quem disputar as eleições de 2026 sem esse compromisso com os servidores públicos terá dificuldades de pedir votos”, acrescentou.
Janaina também criticou a alíquota previdenciária de 14% aplicada sobre os aposentados e pensionistas do Estado, classificando a situação como um fator de endividamento do funcionalismo. Segundo ela, muitos servidores aposentados estão comprometendo parte significativa da renda para pagar a contribuição previdenciária.
“Tem professor aposentado de 70, 80 anos, tirando dinheiro do remédio para pagar a previdência. O Estado está bem financeiramente, por que não aliviar essa carga sobre os servidores? O governo precisa dar uma sinalização concreta para essa categoria”, afirmou.
A reunião com os sindicatos foi a primeira de uma série de encontros planejados pela comissão interna da ALMT para discutir os passivos da RGA e o impacto da defasagem salarial dos servidores na economia do Estado. Janaina ressaltou que o pagamento dos débitos com o funcionalismo poderia aquecer o comércio local e beneficiar a arrecadação estadual.
“O dinheiro aplicado no servidor é mais dinheiro no comércio. Imaginemos um reajuste médio de 15% sendo incorporado aos salários, movimentando a economia. Esse impacto positivo precisa ser levado em conta”, concluiu a deputada.

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