Ao lado de Bolsonaro, Tarcísio confirma presença em ato no Rio de Janeiro

Ex-presidente participou de evento para lançar marca de capacetes. Sediada no Distrito Federal, a Bravo Grafeno foi aberta em junho de 2024. Entre os sócios, além de Bolsonaro, está seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernando Nascimento Pessoa, o administrador Maichel Chisté e Pedro Leite (candidato a deputado distrital pelo Podemos que não foi eleito em 2018).

Tarcísio e Bolsonaro chegaram juntos no local e foram recepcionados com gritos de “mito”. O senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente, os deputados Jorge Wilson (Republicanos) e Tomé Abduch (Republicanos), também estavam presentes.

Um dos sócios de Bolsonaro já foi citado em relatório da Polícia Federal. Em 2021, investigações apontaram Pessoa como o responsável por contas que divulgavam conteúdo de direita nas redes sociais — ligadas ao chamado “gabinete do ódio”. À época, existia também a suspeita de envolvimento dele com esquema de rachadinha. Ele é assessor de Flávio no Senado.

Se agora é dono de marca, no passado o ex-presidente andou de moto sem capacete. Em meio à pandemia da covid-19, Bolsonaro percorreu um trecho de uma rodovia em Roraima sem o equipamento de proteção. A cena se repetiu outras vezes. Nem na campanha pela reeleição o então candidato mudou os hábitos. As motociatas, como ficaram conhecidos os eventos, viraram uma marca de Bolsonaro.

Bolsonaro vive momento político difícil

O ex-presidente foi denunciado pela PGR por tentativa de golpe de Estado. No último dia 18, Bolsonaro foi acusado de liderar uma organização criminosa para tentar se manter no poder após a vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022. O caso agora está no Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro nega as acusações. Em manifestação de defesa enviada ao STF, os advogados do ex-presidente citaram Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, como uma de suas testemunhas no caso.

Por decisão do TSE, o ex-presidente está inelegível até 2030. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral considerou que uma reunião de Bolsonaro com embaixadores quando ele ocupava a presidência (na qual houve ataques à credibilidade do sistema eleitoral) justificava seu afastamento das disputas até 2030.

Apesar da situação, o ex-presidente afirmou em vários momentos que pretendia se candidatar em 2026. O candidato sou eu“, disse ele em entrevista em novembro, na qual se apresentou como único nome da direita com chances de ser eleito. “O plano A sou eu, o plano B sou eu também e o plano C sou eu“, disse em dezembro.

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