Após as altas recentes provocadas pelo avanço das conversas entre EUA e China, o preço da soja caiu na bolsa de Chicago nesta terça-feira (4/11). Os contratos para janeiro, atualmente os mais negociados, fecharam em queda de 1,12%, cotados a US$ 11,2150 o bushel.
Investidores embolsaram lucros após as cotações futuras alcançarem o maior patamar em quase um ano e meio em Chicago na sessão da véspera.
Na avaliação de Leonardo Martini, consultor em gerenciamento de risco da StoneX, as conversas recentes entre os governos dos EUA e China adicionaram pressão de alta para a soja na bolsa. Apesar disso, ele considera que o mercado sobrevalorizou essa movimentação geopolítica.
“Apesar de alguns acordos acertados entre os países, nada de concreto foi anunciado no que diz respeito à soja americana. Eu não me surpreenderia se a China firmasse um acordo para compra [da soja] e não cumprisse, pois ela já fez isso durante a primeira guerra comercial, em 2018”, diz Martini.
Além do acordo EUA-China, o analista da StoneX diz que o mercado acompanhará as atualizações de clima para a safra no Brasil. O país que é o maior exportador de soja do mundo plantou 47,1% da área esperada para o ciclo 2025/26, um índice inferior aos 53,3% cultivados nessa mesma época do ano passado.
“Algumas áreas pontuais em Mato Grosso que estavam mais secas receberam chuvas. Mas enquanto o mercado não ver condições ainda mais favoráveis nos mapas, haverá essa preocupação com o clima, que terá um peso cada vez maior para os preços”, pontua.
Assim como a soja, os contratos de milho para dezembro também registram queda na bolsa de Chicago, recuo de 0,63%, a US$ 4,3150 o bushel, também refletindo o movimento de realização de lucros.
Depois de operar grande parte do pregão em queda, o trigo reverteu o sinal e avançou na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 1,24%, a US$ 5,5025 o bushel.

Deixe um comentário