Contratos futuros de exportação já incluem cláusulas da Lei Antidesmatamento da UE, diz CNA

A diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, afirmou nesta quarta-feira (5/11) que contratos futuros de exportação de produtos agropecuários já incluem cláusulas da Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês), mesmo sem o regulamento estar, de fato, válido.

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O bloco europeu segue discutindo a implementação da EUDR. Recentemente, a comissão europeia sugeriu que a fiscalização de grandes empresas comece apenas na metade de 2026.

“A EUDR não fecha apenas a Europa, mas fecha outros mercados também. Estamos vendo a inclusão de cláusulas da EUDR em contratos futuros com aplicação da lei, mesmo sem ela estar válida”, disse Mori durante o 1º Fórum Empresarial Agrícola do Mercosul, na sede da CNA, em Brasília.

Segundo a diretora, o adiamento da EUDR não ameniza os demais impactos como custo, exclusão de produtores, discriminação entre os países, desrespeito às legislações nacionais, nem o caráter unilateral da legislação.

Mori disse que o acordo entre Mercosul e União Europeia ainda preocupa muito o setor agropecuário. Segundo ela, há liberalização de tarifas de 90% pelo tratado, mas, por outra via, o bloco europeu aplica uma medida unilateral que fecha o comércio de “uma vez só”, ao se referir à EUDR.

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