Cacau, café e suco despencam na bolsa de Nova York

Os preços do cacau seguem em queda livre na bolsa de Nova York, mesmo com a ausência de novidades no quadro de oferta e demanda. Os contratos com vencimento em março do ano que vem recuaram 3,05% nesta quinta-feira (6/11), a US$ 6.272 a tonelada.

De acordo com Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, os preços tentam retornar para uma faixa mais próxima dos US$ 6 mil, depois que as cotações ganharam impulso com a inclusão do cacau no índice de commodities da Bloomberg. Essa movimentação, lembra o analista, garantiu maior liquidez para o mercado da amêndoa, provocando alta nos contratos futuros.

“O cacau deve entrar em um período de estabilidade nas próximas semanas, enquanto o mercado aguarda novos dados sobre oferta e demanda”, diz Bezzon.

Sobre o andamento da safra 2025/26 na principal região produtora do mundo, o oeste da África, o analista diz que as entregas de cacau nos portos no primeiro mês da safra estão abaixo da média histórica, porém, estão acima das quantidades registradas em 2023/24, temporada de forte quebra na safra.

“Há relatos distintos no mercado hoje sobre as entregas neste momento. Um de que elas estão mais lentas devido à queda de qualidade das amêndoas, e a outra que aponta para a ausência das processadoras nas negociações”, finaliza Bezzon.

O preço do café também registrou forte baixa em Nova York, devido ao movimento de realização de lucros. Os papéis com entrega para dezembro recuaram 4,07%, a US$ 3,9675 a libra-peso.

A alta superior a 2% na última sessão motivou o ajuste no fechamento de hoje. Ainda assim, o grão se mantém em tendência de queda na bolsa, enquanto persistem as preocupações com o potencial da safra brasileira, tarifaço dos EUA e aperto dos estoques certificados em Nova York.

O açúcar se valorizou em Nova York após duas altas consecutivas. Os contratos do demerara com entrega para março do ano que vem fecharam em alta de 0,57%, a 14,19 centavos de dólar a libra-peso.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) despencou na bolsa de Nova York. Os papéis para janeiro tiveram queda de 4,16%, para US$ 1,8080 a libra-peso.

A sessão também foi negativa para os futuros do algodão. Os lotes com vencimento em dezembro recuaram 1,06%, cotados a 64,54 centavos de dólar a libra-peso.

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