Soja tem leve recuperação na bolsa de Chicago

Após queda de 2,36% no último pregão, os contratos de soja apresentam recuperação na abertura da bolsa de Chicago nesta sexta-feira (7/11), impulsionados por coberturas de posições pelos operadores. Os contratos mais negociados, com entrega em janeiro, registram alta de 0,9%, negociados a US$ 11,1750 por bushel.

O mercado aguarda confirmações de novas compras de soja americana pela China, que poderiam sustentar a expectativa de vendas de 12 milhões de toneladas para o país ainda este ano, mas a ausência de confirmações até o momento dificulta o cumprimento dessa meta, pontua a consultoria Granar. Paralelamente, a maior disposição de venda por parte de produtores americanos, após a soja atingir a cotação mais alta em 16 meses, mantém certa pressão sobre os preços.

O milho é negociado com leves quedas, após recuar 1,49% na quinta-feira, com coberturas de posições. Os contratos com entrega em dezembro sobem 0,29%, cotados a US$ 4,3000 por bushel. Entre os fatores que influenciam o mercado estão o tempo seco previsto sobre o Meio-Oeste americano, que favorece a finalização da colheita recorde, e o aumento da oferta de milho novo, com produtores aproveitando as recentes altas. Além disso, o desenvolvimento favorável da primeira parte da safra 2025/2026 na Argentina também limita a alta dos preços.

O trigo opera em baixa, depois de cair 3,47% na sessão anterior, refletindo o desânimo diante da confirmação de uma compra chinesa menor do que o esperado, que havia impulsionado os preços nos dias anteriores, segundo a Granar. Os contratos para dezembro caem 0,09%, cotados a US$ 5,3500 por bushel. Sem esse suporte, o mercado voltou a se concentrar nos fundamentos, como a oferta elevada em diversos países fornecedores e o avanço da colheita no Hemisfério Sul.

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