Cacau tem baixa em Nova York, enquanto café fecha em alta

Os contratos futuros de cacau com entrega em dezembro encerraram a sessão desta sexta-feira (7/11) em queda de 2,78%, cotados a US$ 6.013 por tonelada na Bolsa de Nova York. O movimento reverteu rapidamente a alta acumulada nos últimos dias, eliminando em pouco mais de uma sessão e meia o avanço registrado ao longo da semana.

Segundo análise do Mercado do Cacau, a correção refletiu uma forte liquidação de posições compradas e operações de hedge, em um contexto de ajuste técnico após a escalada recente dos preços.

Apesar da queda, os estoques certificados nos portos americanos, monitorados pela ICE, continuam diminuindo, com nova redução de 13 mil sacas, totalizando 1,79 milhão de sacas, um dos níveis mais baixos do ano. A baixa oferta física reforça preocupações com a escassez global de cacau, mas não tem sido suficiente para sustentar os preços diante do enfraquecimento da demanda e da realização de lucros por parte dos investidores.

O mercado segue atento aos riscos climáticos na África Ocidental, principal região produtora mundial. A chegada de ventos secos e quentes vindos do Saara pode afetar tanto a floração quanto a secagem dos frutos, com impacto ainda incerto sobre a próxima safra.

Além disso, as moagens abaixo do esperado do terceiro trimestre confirmaram o desaquecimento do consumo global de chocolate, enquanto o debate sobre a regulamentação europeia de desmatamento (EUDR) voltou a gerar apreensão. Declarações recentes de autoridades indicam que a aplicação plena da norma pode ser adiada além de 2026, o que adiciona nova dose de volatilidade às expectativas para o setor.

Café

Os contratos futuros de café arábica para entrega em dezembro encerraram a sessão em forte alta, de 2,79%, cotados a US$ 4,0780 por libra-peso na bolsa de Nova York.

De acordo com análise do portal Barchart, a valorização reflete principalmente a redução dos estoques de café monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange) e os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o café importado do Brasil. Os estoques de arábica caíram para o menor nível em um ano e nove meses, somando 418 mil sacas na quinta-feira (6/11). Já os estoques de robusta recuaram ao menor patamar em três meses e meio, com 5,9 mil lotes registrados hoje.

As tarifas norte-americanas têm levado compradores dos EUA a cancelar contratos de compra de café brasileiro, reduzindo a oferta interna. O Brasil é responsável por cerca de um terço do café não torrado consumido nos Estados Unidos, o que amplia o impacto das restrições comerciais sobre o mercado.

Além das questões de oferta e comércio, preocupações climáticas também sustentam os preços.

Açúcar

O açúcar demerara encerrou o pregão em queda. Os papéis com entrega para março caíram 0,63%, cotados a 14,10 centavos de dólar por libra-peso.

A perspectiva de uma oferta global robusta de açúcar está pressionando os preços para baixo. Na quinta-feira (6/11), os preços do açúcar em Nova York caíram para o menor nível em cinco anos nos contratos mais próximos, principalmente devido ao aumento da produção de açúcar no Brasil e às expectativas de um excedente global da commodity, segundo avaliação do portal Barchart.

Algodão

Os papéis de algodão com entrega para dezembro fecharam o pregão em queda de 1,43% na bolsa de Nova York. Os contratos eram negociados a 63,62 centavos de dólar por libra-peso.

Suco de laranja

O suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) encerrou o pregão da bolsa de Nova York em forte queda, de 4,92%. Os papeis com entrega em janeiro são cotados a US$ 1,7190 por libra-peso.

A queda amplia a desvalorização da commodity, que na última sessão já havia registrado queda de 4,16%.

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