O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou em outubro melhora de cerca de 2% em relação a setembro, passando de 1,19 para 1,17. O indicador, divulgado mensalmente pela Mosaic, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas. Quanto menor o valor do índice, mais favorável é a relação de troca, indicando maior poder de compra do produtor rural em fertilizantes.
Segundo o levantamento, os fertilizantes apresentaram queda média de 3%, influenciada pela desvalorização da ureia e do MAP (fosfato monoamônico). O cloreto de potássio (KCl) manteve estabilidade, acompanhando a demanda global por potássio, que segue em equilíbrio. Essa movimentação contribuiu para uma relação de troca mais favorável ao produtor rural, uma vez que a compra de insumos ficou relativamente mais acessível frente às commodities agrícolas.
Apesar da leve alta de 0,3% no dólar, impulsionada por ajustes do mercado diante de conflitos geopolíticos e fatores internos, o impacto cambial sobre o IPCF foi limitado. A valorização da moeda norte-americana não compensou a queda dos preços dos insumos, resultando em um saldo positivo para o índice.
No lado das commodities agrícolas, que compõem o outro eixo de cálculo do IPCF, outubro apresentou queda média de 1,5%. O milho foi a única exceção, com leve alta de 0,3%, enquanto soja (-0,6%), algodão (-3,2%) e cana-de-açúcar (-2,6%) registraram recuos. Essas variações foram influenciadas por fatores internacionais, como as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e a expectativa de avanço em um acordo entre China e EUA, que impactaram os preços da soja e o comportamento do mercado global.
No cenário nacional, o avanço do plantio da soja contribuiu para o comportamento do índice. Apesar do ritmo acelerado, o clima começa a gerar preocupação, com relatos de replantio por falta de chuva e tempestades recentes em algumas regiões.
Segundo o relatório, com a aproximação da próxima safrinha, produtores devem adotar um planejamento adequado para evitar acúmulo de estoques nos meses de pico.

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