Soja avança em Chicago com momento favorável na relação EUA-China

A soja abriu o primeiro pregão na bolsa de Chicago com preços em alta, devido às notícias favoráveis no cenário externo. Nesta segunda-feira (10/11), os lotes para janeiro do ano que vem subiram 1,16% , negociados a US$ 11,30 o bushel.

De acordo com análise da Royal Rural, duas notícias reacenderam o otimismo do mercado: a suspensão da proibição de exportação de terras-raras pela China aos Estados Unidos e o avanço das negociações para encerrar o shutdown americano, manifestação que paralisou o funcionalismo público nos Estados Unidos.

“Esses dois movimentos reduziram a tensão entre as duas maiores economias do mundo [EUA e China] e devolveram fôlego ao comércio global e as commodities reagiram rápido”, disse a Royal Rural em boletim.

À medida que americanos e chineses se reaproximam, cresce a expectativa para compras maiores de soja dos EUA ao país asiático. A expectativa do presidente americano Donald Trump é negociar 12 milhões de toneladas de soja com os chineses.

Enquanto aguarda novidades sobre as compras da China, as vendas semanais americanas cresceram, dando impulso às cotações. Na semana encerrada em 6 de novembro, os embarques de soja dos EUA totalizaram 1,08 milhão de toneladas, acima das 984,87 mil toneladas divulgadas na semana passada pelo Departamento de Agricultura americano (USDA).

O trigo e o milho também subiram na bolsa, acompanhando o tom otimista das negociações. O destaque ficou com o trigo. Os lotes para dezembro avançaram 1,52%, para US$ 5,3575 o bushel. Em relação ao milho, os papéis com o mesmo vencimento tiveram alta de 0,59%, a US$ 4,2975 o bushel.

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