Stara amplia presença internacional com novo escritório na África

A Stara, fabricante 100% brasileira de máquinas agrícolas, abriu este ano um escritório próprio na África do Sul, consolidando uma presença de mais de 20 anos no continente por meio de importadores. O movimento reforça a estratégia de internacionalização da companhia, que busca competir com gigantes globais e levar sua tecnologia própria de agricultura de precisão para mercados com solos e culturas muito diferentes do Brasil.

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A expansão internacional é o pano de fundo da participação da empresa na Agritechnica, a maior feira agrícola do mundo, onde a Stara apresentará novidades como a plantadeira Sierra, desenvolvida especialmente para exportação. Adaptada a diferentes tipos de solo, a máquina oferece discos diferenciados, distribuição precisa de fertilizantes e reservatórios maiores, além de facilidade de deslocamento entre talhões e elevado poder de corte da palhada. O equipamento é voltado para grãos e poderá ser utilizado em países da Europa, América Latina, Leste Europeu e África.

Outro destaque é o pulverizador autopropelido Imperador 3000, único do mundo com barras centrais patenteadas, que garante maior estabilidade e desempenho em terrenos variados. Esses produtos refletem a aposta da Stara em inovação própria como diferencial competitivo. “Fomos a primeira empresa brasileira a incorporar tecnologia de agricultura de precisão. Crescemos em cima da inovação, trazendo produtos inéditos para a realidade brasileira e agora para o exterior”, diz Cintia Dal Vesco, gerente de marketing.

Apesar do avanço, a competição internacional é desafiadora. A Stara exporta atualmente para 35 países, com destaque para América Latina, África, Austrália e Leste Europeu, mas enfrenta concorrentes globais consolidados e gigantes. A empresa diz responder com rapidez no desenvolvimento de máquinas adaptadas, suporte técnico local e presença direta em mercados estratégicos.

No Brasil, o contexto climático e a disponibilidade de crédito ainda influenciam a decisão de investimento do agricultor, especialmente no plantio. Para 2026, a Stara prevê um ano desafiador, mas mantém otimismo em relação ao crescimento sustentado por inovação e adaptação às diferentes realidades do campo.

*A jornalista viajou a convite da DLG, que organiza a Agritechnica

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