Soja recua em Chicago com ausência de demanda chinesa

A soja parece perder o fôlego registrado no início deste mês na bolsa de Chicago, e agora está em um patamar mais lateralizado, devido à falta de novidades nas relações comerciais EUA-China. Na sessão desta terça-feira (11/11), os contratos para janeiro fecharam em queda de 0,24%, para US$ 11,2725 o bushel.

No fim de outubro, em encontro com o presidente da China Xi Jinping, Donald Trump, presidente dos EUA, disse que poderia negociar 12 milhões de toneladas de soja com o país asiático. Mas, desde então, foram apenas 180 mil toneladas adquiridas pela estatal chinesa Cofco, como lembrou Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

“A soja está em um novo momento de preços desde o começo do mês, mas para dizer que ela vai continuar subindo é preciso analisar alguns pontos com frieza. A China ainda não comprou grandes quantidades dos EUA e nem deu indícios de quando pretende fazer isso”, lembrou Silveira.

“A declaração de venda de 12 milhões de toneladas de soja americana partiu da Casa Branca, porém a China não confirmou nada”, acrescentou.

Para Silveira, com as conversas entre EUA-China em modo de espera, o foco do mercado recai agora sobre os dados de oferta e demanda mundial, que deverão ser divulgados na próxima sexta-feira (14) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“É preciso saber se haverá ajuste na produtividade de soja dos EUA, e o quanto isso vai impactar nos números de estoques americanos, pois mesmo que a China compre 12 milhões de toneladas, o estoque americano ainda deve subir na safra 2025/26”, finalizou o analista da Safras & Mercado.

No mercado do milho em Chicago, os papéis para dezembro tiveram alta de 0,52%, a US$ 4,32 o bushel.

O trigo fechou a sessão em Chicago com preços em leve alta. Os contratos para março de 2026 subiram 0,23%, para US$ 5,5175 o bushel.

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