O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, afirmou que as recentes manifestações de representantes do governo americano demonstram que não se pode mais adiar a decisão sobre a retirada das tarifas extras sobre produtos não produzidos nos Estados Unidos, como o café.
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Ele ressaltou o “máximo de cuidado” adotado pelos negociadores brasileiros para evitar confronto político do governo com os EUA e viabilizar uma solução para o tarifaço.
“Aguardamos manifestações, como a do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reconheceu que o governo americano não pode mais postergar a decisão sobre a retirada da tarifa, pois a manutenção da penalização afetaria diretamente seus consumidores — o que também não seria o melhor caminho”, afirmou em nota publicada nesta quarta-feira (12/11).
O CNC disse que acredita em uma solução “em breve”. “Continuamos acreditando que, em breve, teremos o resultado esperado, ou seja, a desoneração de algumas culturas produzidas no Brasil e amplamente consumidas no mercado americano, dentre elas, o café“, acrescentou.
Ele ressaltou, no comunicado, que o setor cafeicultor mantém articulações para que a taxação aos cafés brasileiros seja retirada.
“Em nossos contatos internos, trabalhamos junto ao governo do Brasil para que houvesse o máximo de cuidado em relação às declarações oficiais, inclusive as do próprio Presidente da República, a fim de evitar um confronto político no qual todas as partes sairiam prejudicadas”, disse na nota.
Segundo o CNC, o tarifaço prejudica a produção e as exportações brasileiras e tem forte impacto sobre os consumidores americanos, pois o café é uma commodity que não é produzida nos EUA.
“Outros produtos que não são cultivados no mercado americano também são insuficientes para o abastecimento interno, o que reforça a necessidade de equilíbrio nas decisões comerciais”, completou.

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