Zelensky esnobou Lula-Xi e agora é esmagado por Trump-Putin:

No dia anterior, Marco Rubio, secretário de Estado americano, já havia deixado claro o que calara no Salão Oval da Casa Branca, enquanto Trump e seu vice, J. D. Vance esmagavam Zelensky. Afirmou Rubio na Arábia Saudita:
“Acho que os dois lados precisam chegar a um entendimento de que não há solução militar para essa situação. A coisa mais importante com a qual temos que sair daqui é uma forte sensação de que a Ucrânia está preparada para fazer coisas difíceis, assim como os russos terão de fazer coisas difíceis para acabar com esse conflito ou, pelo menos, interrompê-lo de alguma forma. Os russos não podem conquistar toda a Ucrânia e, obviamente, será muito difícil para a Ucrânia, em qualquer período de tempo razoável, forçar os russos a voltarem para onde estavam em 2014?.

Em outras palavras: a concessão da Rússia será estancar o avanço sobre a Ucrânia. É como se Trump dissesse a seu amigão Putin: “Vamos parar por aqui! Faça, por favor, o sacrifício de não expandir seus domínios”. E Zelensky? Terá de pagar o espólio de guerra ao aliado, os EUA, e ficar com o inimigo bem mais perto do que estava antes.

Em setembro, há menos de seis meses, Zelensky esculhambou o Brasil e a China em discurso na ONU, sempre encantado com a própria voz:
“Quando a dupla sino-brasileira tenta aumentar seu coro de vozes – com alguém na Europa, com alguém na África – levantando uma alternativa a uma paz plena e justa, surge a pergunta: qual é o verdadeiro interesse? Todos precisam entender, vocês não aumentarão seu poder às custas da Ucrânia”.

Lula também havia discursado na ONU:
“Criar condições para a retomada do diálogo direto entre as partes é crucial neste momento. Essa é a mensagem do entendimento de seis pontos que China e Brasil oferecem para que se instale um processo de diálogo e o fim das hostilidades”.

Brasil e China propunham um começo de conversa entre Ucrânia e Rússia com estes pressupostos:
1: evitar a escalada da guerra;
2: convocar uma conferência internacional de paz;
3: assistência humanitária e troca de prisioneiros;
4: não utilização de armas de destruição em massa;
5: preservar alvos nucleares, como usinas, por exemplo;
6: preservação das cadeias industriais e de abastecimento global

Lula respondeu, então, ao ataque de Zelensky em entrevista a jornalistas:
“Temos uma tese: que é importante começar a conversar. Eu vou dizer mais. Se ele fosse esperto, diria que a solução é diplomática, não militar. Isso depende da capacidade de sentar e conversar, tentar…”

Um mês antes, em agosto, Zelensky ousou dar aula de geopolítica para Lula em entrevista a Luciano Huck. Misturou alhos com bugalhos, meteu, sabe-se lá por quê, a Coreia do Norte no rolo e engrolou:
“Ele [Lula] pensa na Rússia como se hoje ainda existisse a União Soviética. A China é um país democrático? Não. E o que dizer sobre o Irã? É um país democrático? Não. E o que dizer da Coreia do Norte? Eles não são países democráticos. Então, o que o Brasil, um grande país democrático, faz nessa companhia? Eu não consigo entender esse círculo de países. É normal quando você tem relações econômicas, mas estamos falando sobre uma guerra, não é sobre relações econômicas. É sobre geopolítica, é sobre valores, é sobre pessoas. É sobre democracia, propósito e liberdade. O que um país democrático e livre como o Brasil está fazendo junto com países que não respeitam estes valores? Quem vai ganhar essa queda de braço? O Brasil vai engolir esses quatro aliados ou esses quatro aliados vão engolir o Brasil?”

Zelensky, o “professor” de estratégia e geopolítica, pagará um espólio de guerra multibilionário aos EUA, do qual a Ucrânia nunca vai se livrar, e entregará território a Putin, a quem ainda caberá decidir se aceita ou não o cessar-fogo. E tudo negociado no “democrático” território da Arábia Saudita…

O presidente ucraniano rejeitou a negociação e a mediação que Lula e Xi Xinping ofereceram. Terá de ficar com a humilhação e a derrota absoluta que Trump e Putin estão lhe impondo.

“Perdi tudo, padre-mestre”.

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