A iRancho, startup que gerencia rebanhos bovinos, anunciou a abertura de uma nova rodada de investimento nesta sexta-feira (14/11), durante um evento em Tupaciguara, no interior de Minas Gerais. A agtech pretende captar R$ 10 milhões para investir em pesquisa e desenvolvimento, inteligência de dados e, principalmente, em inteligência artificial para ouvir os registros do pecuarista direto do curral.
De acordo com o CEO da agtech, Tiago Menezes, a captação será voltada para “investir pesado” em tecnologia e criar um time de inteligência de dados e inteligência artificial na companhia com reconhecimento de voz na ponta.
“O pecuarista está lá ajoelhado no bezerro, com uma vaca de frente, ele precisa ter o recurso do áudio, e a nossa IA precisa entender e registrar o que ele disser”, diz.
Hoje, a iRancho gerencia cerca de seis milhões de cabeças de gado, e estima que, somados, são cerca de R$ 13 bilhões em ativos geridos. São mais de dez mil fazendas ativas no Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, México, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra e Angola.
Segundo Menezes, a iRancho vai valer R$ 9 milhões em 2026 e projeta faturamento de R$ 10 milhões no mesmo ano.
O pecuarista Milton Carneiro, contratante da iRancho, destaca que a gestão do seu rebanho é primordial para uma propriedade de pecuária.
“Nunca vivemos tempos tão voláteis no preço do boi. Nos últimos três anos tivemos picos de alta, quedas acentuadas. Não dá para operar mais sem precisão na gestão”.
Segundo o CEO da agtech, mais de 90% das fazendas brasileiras ainda dependem de papel e caneta para a gestão. “Quem não se profissionalizar vai sair da cadeia”, afirma.
A iRancho fatura R$ 600 mil por mês e, com a rodada, quer acelerar sua expansão e atingir até R$ 3 milhões por mês até 2029.

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