Cacau segue com preços em queda na bolsa de Nova York

O cacau segue acumulando perdas na bolsa de Nova York, e registrou nesta sexta-feira (14/11) a quarta baixa consecutiva. Os lotes da amêndoa com entrega para março de 2026 recuaram 3,48%, para US$ 5.457 a tonelada.

O cacau já vinha pressionado pelas expectativas de oferta na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores mundiais da amêndoa.

Agora, os futuros caíram ainda mais pela proposta de prorrogação da lei antidesmatamento da União Europeia, e também diante da redução de tarifas americanas, que devem beneficiar grandes produtores de cacau, como o Equador.

A sexta-feira foi de queda para os preços do algodão, em dia marcado por novas projeções de safra. Os lotes da pluma para março recuaram 0,62%, para um valor de 64,13 centavos de dólar a libra-peso.

Em um momento de demanda fraca, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), colocou ainda mais pressão de baixa no mercado após elevar a previsão para a safra mundial de algodão no ciclo 2025/26. A produção deverá totalizar 26,14 milhões de toneladas, ou 2% a mais que o previsto em setembro.

A produção nos EUA também foi revisada para cima, com alta de 6,8% e uma colheita que pode chegar a 3,1 milhões de toneladas.

Os EUA ainda devem perder mercado para o Brasil, que se manterá como principal exportador mundial de algodão, com 3,16 milhões de toneladas, e alta de 1,4% na projeção. Os americanos deverão embarcar 2,66 milhões de toneladas da pluma, ou 1,7% a mais que o previsto no último relatório do USDA.

O café fechou a sessão em Nova York com preços em leve queda. Os contratos para março do ano que vem, atualmente os mais negociados, cederam 0,07%, para US$ 3,74 a libra-peso.

Os preços ainda são impactados pelas conversas entre Brasil e Estados Unidos, que negociam a suspensão das tarifas de 50% sobre a compra de produtos brasileiros.

Além disso, algumas consultorias estão projetando números positivos para a safra brasileira em 2026/27. Nesta sexta, a Safras & Mercado estimou a colheita de 71 milhões de sacas, com mais, alta de 10,5% se comparado com a produção de 2025/26, estimada pela consultoria em 64,25 milhões de sacas.

O suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) registrou o quinto recuo consecutivo em Nova York. Os papéis com entrega em janeiro fecharam em queda de 4,74%, negociados a US$ 1,5785 a libra-peso.

Por fim, os contratos do açúcar demerara tiveram forte alta na bolsa. Os lotes com entrega para março subiram 3,60%, cotados a 14,96 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com análise da Barchart, os preços subiram após o governo da Índia anunciar que irá permitir que as usinas exportem 1,5 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26, abaixo das estimativas anteriores de 2 milhões de toneladas. A Índia implementou um sistema de cotas para exportação de açúcar em 2022/23, após as chuvas tardias reduzirem a produção e limitarem a oferta interna.

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