Crise de oferta de gado reduz processamento de carne bovina da JBS nos EUA pela metade

O cenário crítico de baixa oferta de gado nos Estados Unidos levou a JBS a reduzir pela metade o volume de carne bovina processada pela companhia no país, em relação ao que era praticado há dois anos, disse Wesley Filho, CEO da JBS USA, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (14/11).

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O negócio de carne bovina ficou com margens negativas no terceiro trimestre deste ano, fator que pressionou o resultado consolidado do grupo no período. O lucro da JBS caiu 16%, no comparativo anual, para US$ 581 milhões, conforme balanço divulgado na quinta-feira (13/11).

“A gente acha que em 2026 ainda vai ser um pouco difícil e a partir daí a coisa vai melhorar gradualmente. Vai ser uma melhora gradual a partir de 2027”, estimou o executivo sobre a recuperação da produção pecuária nos EUA.

Segundo ele, enquanto a oferta de bovinos continuar apertada, o mercado americano verá aumento de demanda por outras proteínas. “Suíno e frango seguem como opções mais acessíveis financeiramente (para o consumidor)”, acrescentou.

No caso do frango, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, ressaltou que houve uma queda nos preços de aves grandes nos EUA que afetou a Pilgrim’s Pride (PPC), mas ele acredita que essa redução nos valores chegou ao limite e já é possível enxergar um aumento nos preços locais.

A diversificação no portfólio de produtos da Pilgrim’s, que também atua com aves pequenas e médias, ajudou a manter os resultados da unidade em patamar robusto no terceiro trimestre e a perspectiva é promissora.

“A PPC tem um portfólio bem grande. Estamos confiantes no mercado de frango no próximo ano nos EUA e no Brasil, com a Seara”, pontuou Tomazoni.

Na área de suínos, Wesley Filho comentou que a companhia anunciou investimentos neste ano para ampliar a produção de linguiça e bacon, por exemplo, e após o processo de obras de expansão o retorno começará a aparecer em 2027.

O executivo estima incremento de US$ 500 milhões a US$ 750 milhões em receita na área de suínos em meados de 2027, em função das expansões de produção americana.

“Há muita demanda por esses produtos, acho que vamos crescer rapidamente”, estimou Wesley Filho.

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