A semana terminou com estabilidade nas cotações do boi gordo na maior parte do Brasil. Nesta sexta-feira (14/11), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 26 não tiveram alterações nos preços em relação ao dia anterior. Foram verificadas altas no norte e sul de Minas Gerais, sul de Goiás, norte e sudoeste de Mato Grosso, noroeste do Paraná e Espírito Santo.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado pecuário, a cotação do boi, não houve alterações em nenhuma categoria. A cotação do boi gordo segue em R$ 320 a arroba para o pagamento a prazo.
Segundo a Scot, em São Paulo, a maioria das indústrias esteve fora das compras. Quem negociou, o fez usando a referência de preços vigente, não pagando nem mais e nem menos.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que há um movimento intenso nos leilões, com vários lotes sendo arrematados. Boi magro e garrote estão sendo disputados, e as novilhas e vacas também saem com facilidade e a preços firmes.
Em relação aos confinamentos, o Cepea destaca que houve forte recuperação da rentabilidade neste semestre, uma tendência que deve ser mantida no início de 2026. Para abates programados para os meses de janeiro e fevereiro de 2026, a previsão de rentabilidade, calculada pelo Cepea em parceria com a Tortuga/DSM, chega a 12% na média do bimestre.
Esse cenário favorável se baseia principalmente na expectativa do setor em relação aos preços do boi gordo para os próximos meses. Os valores refletem estimativa de oferta restrita de animais, tanto para abate no curto prazo quanto de reposição para o médio/longo prazo, e demandas interna e externa seguindo em bom ritmo.
“Esse bom desempenho projetado se daria em sequência à recuperação observada nos últimos meses. Isso porque, entre maio e agosto, a rentabilidade média dos confinamentos esteve negativa ou próxima de zero. Os resultados voltaram ao positivo com animais abatidos em setembro e outubro, com previsão de alta também para o último bimestre deste ano e início do próximo”, afirma o Cepea.

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