Os preços da soja na bolsa de Chicago parecem ter encontrado um ponto de equilíbrio e permaneceram praticamente estáveis mesmo após nova rodada de conversas entre Estados Unidos e China. Os lotes da soja para janeiro terminaram a sessão desta segunda-feira (24/11) cotados a US$ 11,25 o bushel, recuo de 0,16%.
A queda nos futuros ocorreu mesmo em um dia marcado por notícias favoráveis à valorização da soja na bolsa. Primeiro, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, conversaram ao telefone e um dos temas debatidos foi o comércio de soja entre os países.
No fim de outubro, após encontro presencial com Xi Jinping, Trump disse que o país asiático teria uma demanda de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA ainda este ano. Mais cedo, a Reuters noticiou que um acordo com a China envolvendo o grão americano sairia nas próximas semanas, conforme anunciado pela secretaria de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins.
A despeito de todas essas declarações, o fato é que a China, até o momento, adquiriu menos de 2 milhões de toneladas de soja de origem americana. O mercado aguarda novos anúncios de compra para se posicionar no lado das altas.
Além disso, o pregão “morno” de hoje tem relação também com questões geopolíticas, segundo análise da StoneX. Isso porque a China pede apoio dos EUA para anexar Taiwan ao seu território.
Na visão da StoneX, a continuidade dessas negociações “podem comprometer o acordo comercial de commodities atualmente em negociação com representantes dos EUA”, disse a consultoria, em em nota.
O preço do milho caiu na bolsa de Chicago, com investidores voltando as atenções para os fundamentos de oferta. Na sessão de hoje, os papéis do milho para março do ano que vem tiveram baixa de 0,17%, a US$ 4,3675 o bushel.
Seguindo a tendência dos demais grãos, o trigo também se desvalorizou na sessão. Os papéis com entrega para março de 2026 recuaram 0,93%, a US$ 5,3475 o bushel.

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